4 regras para fazer uma sessão de coaching impactante

Para a maioria dos coaches, definir um padrão elevado de qualidade para seus atendimento gera muita confusão e incerteza.
Você ajusta aqui, ajusta acolá, improvisa e ainda restam falhas. Pontos a serem melhorados.

Fazer uma sessão de coaching impactante e satisfatória é um grande desafio, porque você planeja, se prepara, seu cliente cria expectativas e por melhor que seja, na hora, às vezes  não sai como você gostaria.

É muito comum, coaches desistirem de usar as ferramentas porque ficam exaustos de tanto repetir as mesmas.

Além disso, também se sentem inseguros de que os clientes já conheçam as ferramentas que irão aplicar, já que muitos coaches acabam usando as mesmas.

E quando você vai ficando mais experiente aí que abandona mesmo as ferramentas e pensa que não precisa mais delas, porque já sabe o suficiente para elaborar perguntas por si mesmo.

E é por essas incertezas e equívocos que alguns coaches acabam abandonando as ferramentas ou se acomodando com aquelas que já conhece e tem afinidade para aplicar eventualmente.

Aposta nas perguntas poderosas e segue.

Mas coaching não se trata de apenas perguntar. Não adianta se tornar uma “metralhadora” de boas perguntas. Porque isso cansa. E enche o saco de quem está do outro lado tendo que responder sem parar.

O segredo está na cadência das reflexões e não no volume de indagações. Está no objetivo da sessão e do projeto que avança a cada intervenção realizada.

Não existe sessão sem planejamento e sem estratégias. Ou melhor, não deveria existir.

Aí é que está o problema de abandonar as ferramentas e usar só as perguntas abertas. Isso pode fazer o processo não avançar, demorar muito mais tempo pra gerar insights importantes e chegar aos resultados.

Assim como não basta aplicar uma boa ferramenta sem saber como fazer uma boa aplicação e sem contexto e sem clareza do objetivo de aplicá-la.

Utilizar um monte de ferramentas soltas, vai dar errado também. Você vai se empenhar, se esforçar e como resultado final terá um projeto inconsistente e com muitas frustrações.

Até mesmo os profissionais experientes precisam ser lapidados continuamente. Porque um coach excelente sabe que nunca pode se acomodar e achar que já está bom o suficiente.

Contar apenas com feeling e know how é insuficiente, ainda mais se você não tem grande experiência.

O interessante é que com alguns pequenos ajustes e correções de rumo, é possível realizar uma sessão excelente, com potencial de gerar grandes resultados.

O que você precisa é de uma caixa de ferramentas robusta, com comprovação de que ativam a área certa na mente do cliente e que proporcionam o ritmo ideal para gerar insights, auto conhecimento e transformações.

1ª Regra: Nunca faça uma sessão improvisada

Entenda que existem dois tipos de planejamento: do projeto e da sessão.

O projeto vai nortear o objetivo final, já a sessão é um degrau construído para chegar lá.

Mas vale lembrar, que estamos falando de gente. Por isso, o destino final não é tão cartesiano assim e nem deve ser.

A escolha das ferramentas não pode levar em conta apenas o quanto ela é legal ou dinâmica nem o quanto você gosta de aplicá-la e se sente preparado pra fazer, mas o quanto ela combina com o perfil do seu coachee.

O momento do planejamento da sessão, é a hora de traçar a estratégia a seguir para dar o passo seguinte, decidir qual a melhor ferramenta aplicar faz muita diferença nessa hora.

A percepção de valor que o cliente tem do seu trabalho vem da sensação de progresso que ele experimenta a cada hora investida com você, da consciência de que ele consegue ver com clareza aquilo que antes estava obscuro e da confiança de que você o está conduzindo para o alvo que ele busca alcançar.

Por isso, não improvise. Desenvolva a sua sensibilidade e expertise, mas não faça do cliente seu “Cobaia”.

2ª Regra: Sua sessão deve ter uma estrutura com começo, meio e fim

Parece óbvio quando se lê, mas é muito mais complexo do que você imagina e a maioria dos coaches não consegue seguir essa simples lógica.

E esse é mais um pré-requisito se você quer realizar uma sessão impactante.

Pesquise suas anotações, o histórico das últimas sessões. Volte no passado para estabelecer de onde partir.

Para que o cliente se sinta seguro e acolhido, você tem que saber que ele precisa de começo, meio e fim.

O começo é a contextualização da sessão, o meio é o desenvolvimento rumo ao progresso do dia, e o fim é o reforço dos insights e o plano de teste das novas decisões.

É importante que o coachee consiga perceber como ele estava antes e como evoluiu com a sua intervenção.

E ele precisa sair da sessão pronto para testar novas formas de fazer.

Pra que isso aconteça não se trata apenas de follow up – ferramenta – tarefa. Isso é mecânico e qualquer “coach fraldinha” consegue fazer.

O segredo está em uma sincronia e ajuste fino entre essas etapas, de tal forma que tudo se integre perfeitamente e o cliente não consiga nem distinguir em que momento você mudou de fase.

Isso é a arte que você precisa aprender e desenvolver. E é aí que entra a importância de uma boa “caixa de ferramentas”, cheia de recursos.

Essa simples lógica e o desenvolvimento das suas habilidades, nessa linha, vai ajudar seu cliente a se manter motivado, com foco no objetivo principal e “gana” de entrar em ação. Assim, ele tem chances de ter resultados mais duradouros.

3ª Regra: Se quiser prosperar, não se acomode

É comum as pessoas se encantarem pelas façanhas que o coaching pode realizar.

Pela aparente simplicidade de aplicação e resultados perceptíveis, pela facilidade de acesso a uma primeira formação em coaching, “virou moda” no Brasil e no mundo virar Coach e hoje é uma das atuações profissionais que mais cresce.

Isso seria ótimo, se não fosse o marketing negativo causado por uma pequena parcela de profissionais despreparados atuando no mercado com a percepção de que estão fazendo tudo certo.

Essa minoria está sucateando e banalizando a imagem do coaching, e geralmente nem se dão conta do estrago porque aprenderam que essa era a forma correta de trabalhar.

Infelizmente, ao se formar como um coach de vida, sem querer, você é arremessado nesse mesmo balaio onde se encontra a maioria dos coaches, divididos em dois grupos: os que desistiram e os que ainda não deram certo.

Os bons são medidos pelos maus. E particularmente, conheço muito mais coaches sérios e comprometidos, que querem fazer o certo.

Mas lamentavelmente estão sofrendo com a generalização e banalização provocada pelos ruins e despreparados.

E se você quiser fugir dessa estatística, mesmo que você já tenha uma ou mais formações, vai precisar fugir do lugar comum e subir de nível.

4ª Regra: Você merece estar entre os melhores e pode

Não confie cegamente naquilo que você aprendeu, porque pode ser que o seu conhecimento não seja o suficiente para atingir as suas expectativas e objetivos profissionais.

Lembre -se que a maioria dos coaches “mais ou menos” nem sabe que faz parte desse grupo.

Um bom profissional não se limita aos aprendizados da sua primeira formação, nem se acomoda com aquelas prováveis 10 ou 12 ferramentas que aprendeu e que todo mundo conhece…

Você aprendeu assim, não porque é o certo ou o suficiente, mas porque era mais didático pra quem te ensinou.

Eu não estou dizendo que isso seja bom ou ruim, estou dizendo que isso influencia diretamente no tipo de coach que você está sendo e será daqui pra frente.

Mas isso só vai se tornar determinante se você quiser e permitir. É possível com os instrumentos certos, se lapidar e se preparar pra chegar mais longe.

Apesar de ser mais fácil e mais cômodo continuar a trajetória que vem traçando até aqui, você pode e deve decidir evoluir. É você quem pode determinar o que vai acontecer de agora em diante.

E que bom que o futuro está em suas mãos.

O conhecimento que você acumulou te levou até onde você está agora, e se você almeja mais longe, está na hora de buscar mais recursos.

Conclusão

O momento que estamos vivenciando, de crise financeira e pandemia, é um ótimo momento para criar novas oportunidades e principalmente para se desafiar a desenvolver projetos que antes você não acreditava que iriam funcionar, como o atendimento online por exemplo.

Se atualize! Use a tecnologia ao seu favor.

Você pode começar simplesmente melhorando e ampliando a sua caixa de ferramentas.

Para realizar uma sessão de coaching impactante e satisfatória, você não precisa ser um showman.

Para realizar uma sessão de coaching excelente você precisa apenas do conhecimento e dos recursos certos.

Siga essas premissas e tenha resultados muito mais significativos.

Confie. Eu sei que você pode ir além.

Forte abraço,
Caroline Calaça

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1 Comentário. Deixe novo

  • Caroline. Muito boas as suas considerações. Tenho observado de perto este fenômeno de que vários profissionais disponiveis na sua área de atuação fazem um curso rápido de imersão e já se aventuram a realizar “sessões de Coaching”. Um abraço Luiz Romeo

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