Como ter uma Equipe com pessoas mais Autônomas?

Como ter uma Equipe com pessoas mais Autônomas? Este é um questionamento recorrente que a maioria dos líderes se faz. O que se vê na prática é que poucos líderes realmente adotam comportamentos que contribuem para que ele possa delegar mais e se concentrar na estratégia.

Alguns hábitos recorrentes contribuem para se obter um resultado oposto à autonomia e quando conjugados concorrem para que o líder fique sobrecarregado e preso à operação, sem tempo para se dedicar à concepção da estratégia:

1. Ser provedor de respostas para a sua equipe:

Muitas pessoas acreditam que saber responder demonstra capacidade e competência. Mas este equívoco custa bem caro para o líder, pois quando ele dá a resposta, gera dependência e impede seus liderados de pensar e tirar as próprias conclusões. O resultado prático deste hábito é uma equipe dependente que requisita o líder o tempo todo.

A melhor forma de o líder contribuir para os resultados da sua gestão é adotar uma postura daquele que desenvolve através de perguntas abertas, ao invés de responder:

  • Quais as alternativas você apontaria para esta questão
  • Qual delas é a mais viável do seu ponto de vista?
  • O que levou em conta para fazer esta escolha?

São exemplos de perguntas com potencial para desenvolver a autonomia e gerar aprendizado.

2. Resolver os problemas do liderado, interferindo na operação:

Ao acreditar que ele é a pessoa certa para resolver as questões, o líder abre mão da sua função estratégicas e assume as responsabilidades do liderado. As mensagens por trás deste comportamento podem ser entendidas pelos membros da equipe como, nós não sabemos, ele é que sabe, não devemos tomar a frente e sim pedir apoio dele.

A consequência prática é ter pessoas que ao se deparar com o menor obstáculo, reivindicam ajuda e não tem iniciativa.

  • De novo, convocar a pessoa com dificuldades a pensar nas possíveis soluções e alternativas possibilita aprendizado , gera engajamento e responsabilização.

3. Não delegar porque não acredita que o liderado tenha capacidade para desempenhar com qualidade a tarefa:

Esta é uma situação que pode se tornar facilmente um círculo vicioso: não delego porque ele na sabe e então eu faço porque gosto de tudo bem feito.

  • Existem alguns passos que precedem a delegação que são de total responsabilidade do líder e que compreendem ensinar, assistir a execução, apoiar e monitorar. Estes passos visam preparar o profissional para executar uma tarefa com segurança e cabe ao líder desempenhar este papel.

4. Deixar de dar feedback, se rendendo ao receio de ferir ou de ser mal compreendido:

Este comportamento traz consequências que nem sempre podem ser contornadas depois, gerando continuidade de algo que precisa ser melhorado.

  • Feedback não é momento de dar “sentada” e nem extravasar a raiva, se destina a desenvolver as pessoas para que elas percebam as consequências que um determinado comportamento traz para o resultado e sejam capazes de responder o que elas precisam fazer diferente para obter um resultado melhor da próxima vez.
Identifique os hábitos

Todos estes hábitos funcionam como um verdadeiro tiro no pé, porque impedem as pessoas de colocar o seu melhor a serviço dos resultados e ainda geram sobrecarga para o líder.

Identificar quais são os hábitos mais recorrentes e trabalhar para desenvolver as pessoas pode liberar espaço na agenda do líder para dar foco naquilo que tenha impacto significativo na estratégia do negócio.

Caroline Calaça e Cássia Morato – Executive & Business Coaches

 

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