O que o Coach pode aprender com os Neurônios Espelho

Neurônios Espelho

Sempre interagimos socialmente, nossos cérebros e corpos reagem aos sentimentos daqueles que nos rodeiam. Os nossos circuitos neurais como o sistema de neurônios espelho operam de forma a possibilitar contágio emocional. Esses sistemas funcionam automaticamente, instantaneamente, inconscientemente e fora do nosso controle intencional.

Dr. Daniel Goleman aponta como o estudo da neurociência pode contribuir para o desenvolvimento dos líderes. Quando se trata de espalhar emoções, algumas pessoas têm mais influência para contagiar os outros com seus sentimentos. Quando há diferenças de poder entre as pessoas, a pessoa com mais influente é o “remetente” dos sentimentos. Mas como aplicar estes conhecimentos no coaching?

1. Usar a auto-consciência para gerenciar contágio emocional

Usar ferramentas de feedback de 360 graus, que costumam contribuir para desenvolver a autoconsciência. Desenvolver rotina de prática mindfulness também pode ajudar a aprender a ficar ciente de suas emoções.

Trabalhar com uma ferramenta “Roda da consciência”, criada por Dr. Daniel Siegel pode fortalecer a autoconsciência.

2. Ajudar o líder a gerenciar a si mesmo primeiro

Antes de liderar qualquer outra pessoa, um líder primeiro deve se controlar. Dra. Sigal Barsade, pesquisadora da Wharton School da Universidade da Pensilvânia, é especializada no estudo do contágio emocional e seu impacto nas organizações.

Ela sugere maneiras para líderes gerenciarem suas emoções e criarem uma cultura emocional positiva em suas equipes. Primeiro em sua lista é estar ciente de seu próprio humor e mudá-lo se não for útil. Uma maneira de fazer isso é mudar a sua expressão facial.

Dra. Barsade defende a hipótese de feedback facial, que afirma que nossas expressões faciais afetam nossas emoções. Sorrir intencionalmente leva a sentir emoções positivas.

3. Fazer uma pausa para recuperar a fisiologia numa situação de raiva

John Gottman é um psicólogo que fez uma extensa pesquisa sobre dinâmica de relacionamento. Seu conselho é levar 20 minutos para se refrescar, afastar-se da situação. Esse é o tempo que leva para o corpo processar o surto supra-renal causado pela amígdala.

Em um cenário como uma reunião da equipe, mesmo um intervalo de 5 ou 10 minutos para tomar algumas respirações profundas e sair da sala ajudaria.

4. Conduzir com empatia

Jean Decety na Universidade de Chicago se refere a três tipos de empatia.

  • A empatia cognitiva permite que você sinta como alguém pensa sobre o mundo. Isso ajuda você a dizer as coisas deforma que elas possam ser ouvidas.
  • Empatia emocional significa que você se conecta com a forma como outra pessoa se sente.
  • Preocupação empática é a capacidade de sentir o que alguém precisa e expressar como você se preocupa com essas necessidades.

A empatia é crucial para todas as formas de relacionamento, especialmente no local de trabalho. Líderes eficazes precisam exercer todas as três formas de empatia na sua rotina diária.

Tania Singer

Tania Singer do Instituto Max Planck, na Alemanha, estuda empatia e compaixão. Singer descobriu que algo chamado de insula é a chave para a empatia emocional. A ínsula, uma área neural importante para a inteligência emocional, detecta sinais de todo o nosso corpo.

Quando nos conectamos empaticamente com alguém, nossos neurônios realmente imitam dentro de nós esse estado de pessoas. Singer e seus colegas descobriram que a empatia pode ser aprendida. O coach pode ajudar seu coachee a desenvolver esta habilidade no processo de coaching.

Caroline Calaça e Cássia Morato- Executive & Business Coaches

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