O coaching tem se popularizado em todo o país e a procura por profissionais e por cursos na área vem crescendo exponencialmente.
Mas o que é preciso para se tornar um bom coach?
Esta pergunta tem dois aspectos a serem contemplados na resposta:
O primeiro é técnico e se refere a necessidade de buscar uma formação sólida para atuar com segurança na atividade profissional.
O segundo é comportamental e diz respeito as qualidades que podem favorecer o sucesso na carreira:
1. Gostar de contribuir com o desenvolvimento dos outros:
O processo compreende uma relação de ajuda profissional destinada a apoiar alguém a alcançar um objetivo.
2. Paciência e interesse para ouvir:
É fundamental ser capaz de manter um nível de escuta focada no cliente, para entender como ele vê a si mesmo e as experiências que ele vive.
3. Saber manter e guardar sigilo:
Para garantir que o conteúdo das sessões de coaching seja preservado.
4. Atuar preservando interesses do (s) contratante(s):
Quando o processo foi contratado por uma pessoa outra será o cliente, como acontece no coaching executivo, é necessário garantir que os interesses de ambos sejam contemplados no projeto.
5. Gostar de aprender sobre si mesmo e sobre os outros:
Para poder ampliar continuadamente a sua autoconsciência e do seu coachee.
6. Ter iniciativa para cuidar da carreira como o negócio:
Para cuidar do desenvolvimento da sua base de clientes e de seu negócio.
Caroline Calaça e Cássia Morato-Executive & Business Coaches
É muito comum as pessoas se indignarem com os outros e alegarem que estão irritadas porque aquilo era tão óbvio!
Na realidade é interessante se aprofundar nesta reflexão do que é de fato é o “óbvio”?
Se formos consultar o significado de óbvio, segundo o dicionário Aurélio, óbvio é ” adj.1 Claro, intuitivo, manifesto, patente. 2. Fácil de compreender. “.
Esta definição nos faz pensar que para cada questão ou situação só existe uma forma de entendimento ou de significação, o que de fato não é verdade.
Ao afirmarmos que algo é óbvio, estamos partindo do pressuposto que a nossa forma de dar significado as coisas é a certa e de fácil entendimento e, pior ainda, podemos ficar na expectativa de que o outro pense como nós, interprete a realidade como nós o fazemos.
Esta não é uma postura muito realista e muito menos favorável, pois, nos coloca em compasso de espera que o outro adivinhe o que queremos ou esperamos que ele faça e nos submete ao risco da frustração e do desgaste.
Diante da tentação de sucumbir ao lugar comum do “óbvio”, antes se pergunte:
O que eu estou vendo que o outro não viu ainda?
O que eu deixei de esclarecer que pode estar contribuindo para que o outro não veja o que eu já vi?
O que preciso alinhar com esta pessoa para que tudo corra bem?
Quais as minhas expectativas com esta pessoa sobre este assunto?
O que disso ela precisa saber e ainda não sabe?
A melhor forma de parar de sofrer com o “óbvio” é se posicionar sobre suas expectativas e pontos de vista. Tony Robbins sabiamente afirma que todos os relacionamentos teriam maiores chances de serem bem sucedidos, se as pessoas logo no início respondessem uma à outra: o que você precisa para ser feliz e o que é inaceitável que aconteça entre nós?