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Três pilares que todo coach deve ter

Não é de hoje que o mundo empresarial vive um cenário de constantes transformações. Embora a mudança tenha se tornado uma característica permanente e cada vez mais impactante na gestão das organizações, sua gestão ainda tem se tornado um grande desafio para empresários e líderes.

Considerando que as empresas são compostas por pessoas, não é preciso refletir muito para chegar à conclusão de que o grande desafio aqui é justamente como trabalhar a mudança de mentalidade, pensamentos e comportamentos dos indivíduos que fazem parte das estruturas organizacionais. 

A maioria das vezes, as pessoas já são contratadas com as competências técnicas necessárias para desempenhar um bom papel naquele determinado cargo, mas é no dia a dia que descobrimos as características que atrapalham seu progresso e alta performance.

E é nesse contexto que o trabalho do Coach tem se tornado ainda mais importante no mundo dos negócios, visto como um grande aliado.

Mas o que é necessário para ser um Coach de destaque nesse segmento? 

Sabemos que o Coaching Executivo e de Negócios tem como foco melhorar o desempenho de uma empresa ou de um indivíduo, logo muitas pessoas imaginam que somente um executivo que tenha uma trajetória de sucesso em sua área de atuação e que tenha passado por algum tipo de formação em coaching tenha todas as ferramentas necessárias para atuar como coach executivo e de negócios. Isso seria verdade caso o profissional trabalhasse no formato de Mentoria ou Consultoria, mas se tratando de Coaching, eu diria que não é bem assim…

Quem atua ou pretende atuar como Coach Executivo e de Negócios não pode perder de vista que o seu trabalho se desenvolve em torno do material mais complexo que existe, o material humano.

Um Coach Executivo e de Negócios de sucesso trabalha baseado em três grandes pilares a fim de garantir os melhores resultados dentro dos seus projetos: 

  • Formação completa e especializada na área
  • Um arsenal de ferramentas variado e versátil de acordo com as necessidades de cada cliente
  • E um entendimento amplo da mente do ser humano que lhe permitam contornar os imprevistos do processo de coaching

Quem quer fazer do coaching executivo e de negócios uma profissão, precisa ter em mente que apenas com uma formação completa e especializada será capaz de desenvolver as habilidades necessárias para saber como contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento dos seus projetos e clientes. 

Quando se faz uma imersão em coaching de vida, por exemplo, é natural as pessoas se sentirem transformadas pelo processo. O contato com ferramentas de autoconhecimento, as histórias de vida transformadoras que são compartilhadas, a maneira como se é convidado a olhar para sua própria vida por ângulos diferentes são capazes de levar o indivíduo a identificar as áreas da sua própria vida que não estão tendo a devida atenção e traçar planos de ação para superar seus principais problemas. 

Todas aquelas perguntas poderosas que estimulam a agir, a gerar opções de melhoria, que criam comprometimento e promovem autoconhecimento oferecem uma sensação de empoderamento tão avassaladora que é muito comum os indivíduos acreditarem que também podem utilizar as mesmas técnicas para ajudar outras pessoas. Para isso, só é preciso aplicar as ferramentas poderosas aprendidas durante a imersão. O que é um grande equívoco.

Querer atuar como Coach Executivo e de Negócios contando apenas com esse tipo de formação só vai fazer de você um profissional raso. Por mais que as perguntas poderosas que você aprendeu durante a formação tenham sido impactantes e capazes de te levar a reflexões que geraram mudanças significativas na sua vida, elas podem não ter o mesmo impacto na vida de outras pessoas. Isso porque são ferramentas ideais para serem aplicadas naquele contexto em que as pessoas estão sim em busca de autoconhecimento, o que não significa que sejam suficientes para serem aplicadas a qualquer processo de coaching. No que se refere ao coaching executivo e de negócios, particularmente, as demandas do processo são bem diferentes das demandas do coaching de vida.

Claro que o cenário perfeito seria que todo mundo pudesse passar por um – ou mais – processo de coaching na vida, porque realmente é transformador. Mas quem deseja ter o coaching como profissão, principalmente no segmento empresarial, precisa entender que irá lidar com as necessidades específicas das organizações e, claro, das pessoas por trás das organizações. Cada pessoa e cada executivo tem uma história única e necessidades singulares e a formação em coaching realizada em alguns dias não fornece ferramentas para lidar com essas especificidades. Para se destacar no mercado é preciso ir além.

Somente a busca constante de aperfeiçoamento é que permitirá ao indivíduo melhorar o seu arsenal de ferramentas, o que impacta diretamente na qualidade de entrega dos seus projetos. Isso porque, com mais ferramentas à disposição é possível direcionar os atendimentos de acordo com as necessidades singulares de cada cliente. O que não é possível quando se trabalha com um número limitado de ferramentas que, necessariamente, vão demandar adaptações para se encaixar na realidade de cada situação.

Um arsenal maior de ferramentas, permite que seja escolhida a ferramenta ideal para cada cliente, o que torna o atendimento mais assertivo e mais satisfatório para os dois lados, coach e cliente. E sabe aquela máxima de que o cliente satisfeito é a melhor propaganda para o seu negócio? No mercado de coaching ela é mais do que verdadeira. Ela é quase que a garantia absoluta do sucesso. 

No entanto, mais do que contar com um arsenal diversificado de ferramentas de coaching, o coach executivo precisa saber identificar qual ferramenta melhor atenderá as necessidades específicas daquela demanda e como ela deve ser aplicada para chegar ao objetivo planejado. As perguntas inteligentes que todo mundo aprende nos cursos de formação de coaching podem até ajudar a identificar as áreas mais problemáticas da vida do indivíduo, mas não são capazes de levar a uma compreensão profunda dos porquês que levam o indivíduo a ter aquelas dificuldades – lembrando que o coaching tem como objetivo principal olhar de ações para o futuro e não terapia para resolver questões do passado.

Mais do que ajudar o indivíduo a olhar para todos os aspectos da sua vida por novos ângulos, o Coach Executivo e de Negócios precisa entender como a mente humana funciona e entender com clareza qual o objetivo do projeto, para, a partir daí, conseguir identificar padrões capazes de revelar as interferências negativas no desenvolvimento de todo o potencial.

A diferença entre um Coach de sucesso e Coach raso está diretamente relacionado ao desenvolvimento desses três pilares: formação completa na área com especialização, um arsenal de ferramentas diversificado e um entendimento amplo da mente do ser humano.

Pilares que, não à toa, estão interligados. Além de outros aspectos inerentes à atuação como Coach, uma formação ampla e aprofundada irá fornecer um conjunto diversificado de ferramentas para serem empregadas em cada tipo de projeto. 

E para saber quais ferramentas irão contribuir para o desenvolvimento do projeto, o Coach precisa ter clareza dos mecanismos da mente para conseguir identificar as oportunidades de melhoria. E esse entendimento só é possível por meio do aprofundamento de uma formação nível black.

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Boa leitura e forte abraço,

Caroline Calaça

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As principais Pedras no Sapato de um Coach

Se você ainda sofre com a falta de repertório, independente de quanto tempo de atuação você tenha, saiba que essa é uma “pedra no seu sapato” e está afetando diretamente as suas sessões e os seus resultados.

Eu sei bem como é: o estômago embrulha e a cabeça até dói de tanto forçar para pensar em uma saída, mas raramente você encontra, se está enfrentando esse problema.

A falta de ferramentas pode potencializar a falta de repertório

Um cliente pode ser muito imprevisível e se você não estiver realmente preparado e munido, uma hora você pode ser pego de surpresa e se ver sem ação e despreparado.

As pessoas são muito diferentes, sim. Mas isso, na verdade, é uma oportunidade.

Devemos nos preparar para momentos como esses, antecipando a falta de instrumentos e às vezes de experiência.

E por mais tempo de atuação que você tenha, nunca é demais ampliar sua capacidade de surpreender ao invés de ser surpreendido.

Claro que você sempre pode contar com a experiência adquirida ao longo do tempo. Ela não resolve todos os problemas, mas pode te favorecer.

Só que, nem todo mundo precisa ou quer passar por tais constrangimentos, esperando que o acaso cuide dos seus resultados.

Por sorte, temos escolha e não precisamos passar literalmente pela experiência para aprendermos com ela. Podemos acelerar nossos resultados propositalmente.

Eu sempre fui uma pessoa que tive pressa. Não gosto de esperar para ver o que vai dar. E atribuo boa parte do que sou hoje e do que conquistei a essa fome de aprender rápido e a decisão de “estar entre os melhores”.

Pessoalmente, nunca economizei e investi muitas vezes, mesmo não estando nas minhas melhores condições financeiras na época, em acelerar as minhas chances e oportunidades.

Por isso, nas minhas minhas formações, por exemplo, eu faço questão de provar pros meus alunos que você não precisa ser um executivo para se tornar um excelente coach de executivos, tem é que se preparar da forma certa.

É possível economizar tempo e dinheiro usando as minhas melhores técnicas e estratégias prontas e te garanto que dá muito certo.

Claro que sempre existe a escolha de querer acelerar o aprendizado e os resultados ou de descobrir tudo sozinho, por conta própria.

Mas é preciso colocar na balança e se lembrar que como coach, a falta de repertório pode ser uma armadilha e uma grande pedra no sapato que na maioria das vezes vale a pena eliminar.

Como se livrar dessa pedra no sapato?

Geralmente, em uma formação popular, o coach recém formado recebe de 10 a 12 ferramentas para aplicação em seus processos. A longo prazo, não será o suficiente, mas podemos considerar que esse é sim um bom começo para quem já deu o primeiro passo.

Você aprende, treina a aplicação, depois treina a execução até ficar muito bom naquilo. Faz mais algumas formações e com o tempo, é comum sentir tanta segurança e já ter as coisas gravadas na cabeça, aí você parte pro improviso.

E por mais que você confie em si mesmo, este pode ser um erro grave.

Porque as ferramentas bem elaboradas são pensadas para oferecer o estímulo certo, na dose correta e ativar a mente do cliente.

Sem isso, suas sessões podem andar no “fio da navalha” e qualquer deslize pode fazer de você um coach xoxo e cansativo.

Um bom conjunto de ferramentas, com variedade e qualidade, te proporciona ótimos atendimentos e te coloca no patamar que você precisa, quer e merece.

Você será capaz de facilitar as mudanças com ferramentas direcionadas e não adaptadas, como a maioria faz. O que é uma grande furada.

Se você é coach, sabe que uma ferramenta pode ser usada em vários contextos, mas não para qualquer contexto. Clientes diferentes merecem a abordagem certa.

E ampliar seu repertório de ferramentas vai te possibilitar ser muito mais assertivo em seus projetos. Usando ferramentas adequadas para os clientes certos, nos contextos exatos.

Coaching é uma ciência, e eu não conheço nenhum cientista que tenha se conformado só com o que aprendeu uma ou outra vez. Ele sempre busca aprender mais.

Eu não pretendo parar nunca, e você?

Forte abraço,
Caroline Calaça

PS.: Se você deseja se preparar melhor, ter mais ferramentas de grande impacto para ampliar seu repertório e poder conduzir seus processos com mais assertividade, eu tenho um treinamento chamado 110 Ferramentas de Coaching.
Se é isso que você está precisando agora, clique aqui para saber mais.

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Por que muitos Coaches não se dão bem na Atividade?

A relação entre o número de coaches formados e o número daqueles que se firmaram na atividade com sucesso, se tornando capazes de viver disso é, infelizmente, muito pequena. Uma causa que é fator crítico de sucesso para este fato é uma grande dificuldade de vender. Quando examinamos a questão, dois aspectos complementares concorrem para esta dificuldade:

O primeiro se refere à falta de recursos para vender

Muitos coaches possuem competência e preparo técnico para prestar seus serviços, mas carecem de competências técnicas sobre o processo de venda.

A consequência prática desta deficiência representa perda de diversas oportunidades, tais como: não dispor de um posicionamento claro de mercado, não saber explorar os ativos que já possui de suas experiências profissionais anteriores, não ser capaz de definir e cumprir uma meta regular de conquista de novos projetos de coaching, não poder planejar seu ganho de mercado e não poder escalar o valor da sua hora.

A maioria destes coaches que vendem, mesmo sem ter expertise para isso, acaba competindo apenas por preço, tendo que cobrar valores muito baixos para encontrar clientes. Também não é incomum nos deparamos com coaches com várias formações concluídas que fizeram apenas projetos “pro bono” e que não sabem como sair disso, por não possuírem recursos técnicos para tal.

O segundo se refere ao medo e ou escrúpulo de vender

Este aspecto está bastante relacionado às crenças que o coach tem sobre o que é vender. Muitos acreditam que vender é algo humilhante, outros acreditam que é feio ou vergonhoso, pode ser também que tenham uma visão errônea ou distorcida que vender é insistir ou persuardir e não se sentem confortáveis com isso.

Muitas destas crenças têm origem do desconhecimento de que vender é um processo estruturado e que pode ser aprendido, planejado e executado com segurança. Outras podem estar relacionadas com o medo de entrar em ação. O que acontece na prática é que aqueles profissionais que já estão preparados e que entram em ação enfrentando o medo por confiar e aplicar o processo, têm sucesso e conquistam mercado, a despeito do receio inicial.

E você, já sabe o que vem impedindo a sua carreira de decolar? Em qual destas situações se encontra hoje? Quem você acredita que é responsável por mudar isso? E se você não fizer nada para mudar este cenário, o que vai acontecer com os sonhos que você acalentava quando se tornou coach?

Caroline Calaça e Cássia Morato-Executive &Business Coaches

 

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Porque Coaching de Vida pode atrapalhar o MEU Negócio?

Porque Coaching de Vida pode atrapalhar o MEU Negócio?

O mercado tem registrado um aumento de relatos de insucesso e projetos de coaching nas empresas, o que pode ser a princípio uma ameaça para que quer atuar neste mercado.

Na realidade, quando vamos observar de perto, o que tem sido apontado como insucesso são projetos assumidos por coaches de vida que não tinham todas as habilidades necessárias para levar a cabo um projeto de coaching executivo e que acabaram por criar problemas para que os contratou e evidentemente, para eles mesmos.

Mas quais seriam as consequências indesejadas?

Alguns efeitos colaterais de se usar coaching de vida na empresa são:

  • O coachee descobrir que não é feliz ali e pedir demissão para abrir o seu próprio negócio
  • O coachee não dar foco naquilo que é prioridade para a empresa e sim naquilo que o deixa feliz
  • O resultado esperado pela empresa não acontecer, porque o coach deu foco naquilo que o coachee definiu
  • O Coachee começar a influenciar outras pessoas para “serem felizes” Ou “investirem em sua felicidade como ele” e provocar uma demissão em massa, gerando uma debandada, cuja responsabilidade recaí sobre o coach
  • O processo e o coach caírem em descrédito por serem vistos como algo pessoal, parcial e alijado do negócio
  • O coach ser visto com alguém antiético por ter encorajado decisões que não contemplavam o interesse do ente pagante (no caso a empresa)
  • (Para ver outros riscos)

Mas o que fazer para fugir destas armadilhas?

Se preparar adequadamente para atuar como coach executivo, buscando uma formação que ofereça o desenvolvimento de habilidades adequadas para uma atuação capaz de conciliar os interesses do coachee e da empresa, que como patrocinadora do projeto tem interesses importantes a serem contemplados no projeto de coaching.

Formações sérias devem garantir que ambos os interesses sejam preservados e promovidos simultaneamente, garantido assim que o coach possa ter sua reputação protegida através de uma abordagem segura e eticamente defensável.

Cassia Morato- Executive & Business Coach

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Por que o Coaching Executivo está Crescendo tão Rapidamente?

Por que o Coaching Executivo está crescendo tão rapidamente?

O que está acontecendo nas organizações atualmente para desencadear esse crescimento?

Três fatores são responsáveis

1. O papel de CEO tem ficado mais difícil e complexo, requerendo habilidades mais específicas. Além disso, executivos mais jovens estão iniciando companhias ou assumindo liderança em companhias já existentes. Esses novos executivos podem entrar em cargos seniores com ou sem experiência em liderança ou conhecimento político dentro de uma empresa.

Executivos atualmente aparentam mais abertos e menos egocêntricos do que seus antecessores. Eles estão mais cientes do impacto que suas emoções – e como lidar com estas de forma efetiva – precisam da habilidade de ser um bom líder.

Eles também têm noção da importância da empatia com outros dentro da organização e como entender suas necessidades. Isso os faz mais receptivos para aprender e aceitam oportunidades para desenvolver outras habilidades. Eles são candidatos ideais para os benefícios do coaching executivo.

2. Alguns erros inacreditáveis em grandes companhias ergueram uma bandeira vermelha para o mundo dos negócios. Executivos de companhias estão ficando mais sábios, e períodos de tempo estão ficando mais curtos para novos contratados ou executivos promovidos demonstrarem competência e capacidade.

Por causa desses fatores, o mundo dos negócios está ficando mais aberto e a performance desses executivos mais visível, o que torna problemas de performance e erros de gestão mais difíceis de permanecerem escondidos. Executivos de hoje estão sujeitos tanto a um maior escrutínio e um período de tempo finito para que eles mostrem suas capacidades.

3. Coaching executivo está crescendo rapidamente devido aos desafios que os negócios enfrentam. Alguns dos desafios para CEOs e companhias nesse ambiente em constante mudança são a tecnologia, novos mercados, competição acirrada, o que inclui o crescimento de indústrias globais.

O ciclo de vida de produtos e serviços foi reduzido a uma duração nunca antes vista. A momento certo de vender está mais curto, e novos produtos estão virando comodidades mais rapidamente. O resultado de todos esses fatores é que organizações simplesmente não podem se tornar complacente sobre sua oferta de produtos.

O mercado atual é mais turbulento, o que significa que CEOs devem ficar mais focados e ter mais estratégias do que serem reativos e táticos se eles desejarem liderar sua companhia com sucesso.

Concluindo, estes fatores configuram uma oportunidade para aqueles que estão constantemente se preparando para entregar resultados de forma ética e competente. E você, como vem planejando seu posicionamento neste mercado?

Caroline Calaça- Executive & Business Coach

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Os Oito Erros mais comuns dos Líderes e a Neurociência

Os oito erros mais comuns dos líderes e a Neurociência

À medida que a carreira de um líder deslancha, ele se depara com uma questão que é inerente à função de gestão: quanto mais alta é a posição que ele ocupa, mais solitário ele fica para decidir e mais sujeito a angústia por não ter ninguém com quem compartilhar suas incertezas.

Muitos profissionais seniores, bem sucedidos e no topo da carreira, acabam se abraçando com a solidão que o poder proporciona e inconscientemente perdem oportunidades valiosas de decidir com menos stress e com mais assertividade. Esta solidão ao decidir pode criar um cenário favorável aos erros.

Este é um assunto tão relevante que em Harvard há uma equipe estudando as funções cerebrais dos líderes e propondo mecanismos de como usar as descobertas para melhorar a performance. A equipe chefiada pelo neurocientista e coach executivo, Dr. Sirinivasan Pillay, apontou oito erros mais comuns de discernimento nos líderes e propõem mecanismos para evitar ou minimizar a possibilidade de que estes erros ocorram na prática.

1. É melhor tomar grandes decisões sozinho

A área do cérebro responsável por tomar decisões é o lobo frontal e para fazê-lo bem, esta região precisa de ter entrada de informações de outras áreas como o centro de recompensas, centro de registro de riscos, centro das emoções, etc.

Assim sendo se o líder quer ser mais assertivo ao decidir, é importante que ele cultive de forma análoga situações em que idealmente possa conhecer a posição de várias pessoas, sobre o tema para que possa decidir com segurança.

2.Devo decidir racionalmente, sem levar em conta as emoções

Estudos mostram que, mesmo para uma lógica puramente dedutiva, é importante se conectar com as emoções, porque isto fornecerá ativação ideal de uma área do cérebro, que é fundamental para tomada de decisão.

Excluir emoções na hora de decidir pode criar uma situação em que o cérebro deixa de acionar recursos valiosos para uma decisão adequada. Do ponto de vista prático, o líder pode evitar este erro ao criar o hábito de reconhecer suas próprias emoções e usá-las a seu favor, ao invés de negá-las ou reprimi-las.

3. Esta decisão é a errada, porque não me sinto confortável com ela

O córtex frontal esquerdo requer desconforto em determinadas situações para que o indivíduo continue empenhado em novas decisões. Acontece que este desconforto pode não indicar que uma decisão está errada, mas apenas que ela.

4. A ansiedade não tem impacto na minha tomada de decisão

Centros de ansiedade no cérebro estão ligados a memória de curto prazo, análise de risco x benefício e atenção. Quando o líder está ansioso, os centros de ansiedade no cérebro se conectam com os centros de pensamento de escolha no córtex pré frontal e córtex anterior cingulado.

O córtex pré-frontal permite que uma pessoa possa diferenciar entre pensamentos conflitantes, bem como possa discernir boas de más decisões, a melhor da melhor de todas e seja capaz de avaliar as consequências futuras das atividades atuais. Portanto, quando estas funções estão comprometidas como no caso da ansiedade, as decisões de um líder podem ser afetadas sim.

Usar de mecanismos para minimizar o stress (respirar fundo, meditar, caminhar), pode ser de grande valia antes de decidir. O Google tem um projeto de meditação para a performance chamado Search Inside Yourself que inclusive gerou um livro sobre as práticas de meditação (mindfullness) adotadas por equipes de trabalho.

5. Eu posso discernir sozinho onde há conflitos de interesse e ainda assim tomar boas decisões

Conflitos de interesses criam desconforto do cérebro em regiões críticas para a tomada de decisões, incluindo centro de atenção do cérebro e centro de risco x benefício. O cérebro pode excluir informações importantes em seus cálculos para diminuir o desconforto inconsciente.

Um exemplo evidente disso (o que é proibido pela Securities and Exchange Commission, nos EUA) é quando um líder tem um investimento pessoal em uma empresa e a empresa em que ele trabalha também tem um investimento nessa mesma companhia. Assim, fazer o melhor para a empresa pode entrar em conflito com o fazer o que é melhor para si mesmo.

Muitos líderes insistem que eles podem separar esses tipos de conflitos, mas as pesquisas demonstram que a entrada emocional ocorre na mesma na área do cérebro em que a lógica dedutiva e, neste caso, que o cérebro pode não ser verdadeiramente tão objetivo quanto pensamos que pode ser.

6. O líder é apegado a pessoas, lugares e coisas que podem afetar suas decisões

Os seres humanos tem dificuldade sem abandonar seus “apegos” por hábito de se fixar a padrões mentais que se repetem ao longo do tempo. No ambiente organizacional, líderes que não conquistam esta flexibilidade no pensamento podem tomar decisões ruins.

Quando um líder está preso a velhos padrões e velhas idéias, e isso ativa o centro de recompensa do cérebro, o que cria um cenário que favorece a continuidade. Se um novo plano envolve desistir dos antigos apegos (antigos sistemas de computador, mudança na hierarquia ou na estrutura organizacional), o centro de recompensa do cérebro “reclama” e como resultado, o líder pode sentir que ele ou ela está no caminho errado.

Trabalhar a flexibilidade envolve na prática desenvolver a habilidade de “pensar fora da caixa”, admitir e avaliar outras alternativas para obter vantagens no ambiente de mudanças.

7. As decisões do líder são afetadas por memórias enganosas

Estudos mostram que o hemisfério direito do cérebro está envolvido quando geramos falsas memórias que podem nos convencer que são verdadeiras. Por outro lado, quando estamos confiantes sobre nossas lembranças, estas memórias podem ser verdadeiras ou falsas.

Quando elas forem verdadeiras, o lobo temporal medial é ativado, quando elas são falsas, o córtex fronto-parietal é ativado. Quanto maior nossa confiança, tanto mais essas regiões serão ativadas.

A grande pergunta é estamos verdadeiramente lembrando acontecimentos passados ou falsamente lembrando deles? É importante que o líder desafie suas crenças em lembranças, se confrontado com fatos ou com a visão de outras pessoas envolvidas.

8. Líderes podem cair em armadilhas psicológicas de vários tipos

Armadilha de âncora – dar ênfase demais em eventos recentes ao decidir; armadilha de status quo – acreditar que está promovendo mudanças, quando na realidade não há flexibilidade nem no pensar nem no agir; armadilha de prudência- ser demasiadamente cauteloso e atuar de forma a evitar riscos.

Para cada uma dessas armadilhas, existem correlações biológicas: para armadilha de âncora a memória de curto prazo é envolvida, mas a memória de longo prazo é deixada de fora; para a armadilha do status quo, a região do cérebro para a flexibilidade de pensamento é ativada; para a armadilha de prudência, a amígdala, região do cérebro ativada diante de riscos,é superativada.

Fazer reflexões com base em perguntas abertas para encorajar a flexibilidade de pensamento, pode ajudar a evitar cair nessas armadilhas. Perceber que o detector de medo do cérebro (amígdala)pode aplicar os freios na sua estratégia também pode ajudar ao líder a se desafiar.

Conhecer todas estas variáveis e considerá-las ao se observar em ação pode proporcionar até ao líder mais experiente oportunidades de se conhecer e tomar decisões melhores.

Cássia Morato, Exective & Business Coach

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Oportunidades e Benefícios do Business Coaching

Com a recuperação da economia e o crescimento do número de empreendedores e start ups, cresce a demanda por business coaching, uma oportunidades que os coaches de negócio precisam aproveitar.

1. Melhor foco

É fácil sentir-se sobrecarregado quando você está fazendo malabarismos com tantas coisas diferentes ao mesmo tempo. O coach de negócios ajuda a ver o quadro geral e, em seguida, concentrar-se nas áreas específicas que precisam de atenção imediatamente.

2. Definição clara de metas

Definir metas é uma parte crítica da gestão de um negócio que é muitas vezes esquecido. É necessário ter uma compreensão clara do que se quer alcançar antes de formular um plano. Coaching de negócios ajuda a pensar mais estrategicamente para ver como cada movimento pode colocar o empresário mais perto de seus objetivos.

3. Mais responsabilização

Este é um grande desafio para a maioria dos empresários. Além de ajudá-lo a definir suas metas, um bom coach de negócios ajuda manter o empresário responsável por seguir as coisas que você precisa fazer para atingir esses objetivos.

4. Brainstorming produtivo

Pode ser difícil ver todas as diferentes maneiras de resolver um problema por si mesmo. O coach de negócios funciona como uma ampliador e um provocador criativo que sempre ajuda a desencadear idéias que o empresário nunca teria considerado.

5. Desenvolvimento pessoal

Coaching de negócios é instrumental para além de apenas crescer o negócio. Ele ajuda a desenvolver habilidades que possibilita crescimento como pessoa também.

6. Experiência

Um coach experiente de negócios já viu tudo – o bom, o ruim e o feio. O trabalho permite acessar a sabedoria e a experiência de trabalho com tantos tipos diferentes de empresas e proprietários de negócios de todas as esferas da vida.

7. Maior rentabilidade

O processo pode possibilitar um aumento na rentabilidade e na capacidade de se adaptar rapidamente à dinâmica da constante mudança da economia.

8. Planejamento financeiro mais inteligente

Gerir os números e desenvolver um orçamento planejado para tomar uma decisão inteligente para o negócio.

O jornal The Guardian aponta as diversas situações em que o business coach se aplica e como ele vem crescendo no mercado.

Caroline Calaça- Executive & Business Coach

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O que Você vem Adiando que tem Comprometido sua Capacidade de Entregar Resultados?

O que Você vem Adiando que tem Comprometido sua Capacidade de Entregar Resultados?

O adiamento provavelmente consumirá mais tempo no seu local de trabalho do que em qualquer outro lugar. Se você for uma pessoa que costuma adiar, achará o Faça Agora um elemento-chave para ajudá-lo a identificar onde existe adiamento nos seus hábitos profissionais e a superá-lo.

Isso pode parecer simples, mas é um remédio amargo de se tomar. Muitas vezes o motivo para você não fazer as coisas é simplesmente que não as está fazendo. Você pode, no entanto, reverter essa tendência começando agora – neste minuto, a aprender a superar o adiamento e a aumentar a sua produtividade pessoal. Como? As sete maneiras a seguir de superar o adiamento podem lhe trazer benefícios imediatos e imensos.

1. Faça uma vez só

Separar todos os papéis de sua mesa e criar as pilhas de “afazeres” e “para fazer depois” é uma prática comum. Se você é um criador de pilhas, tem vários companheiros.

Crie duas pilhas de documentos: a primeira “leitura para se familiarizar”. A segunda é sua leitura para tomar “atitudes”

2. Elimine pequenas coisas que o fazem se sentir sobrecarregado e dispersam a sua atenção

Aja em relação a essas tarefas menores, “menos importantes”. Faça uma lista de todas elas, reserve algum tempo e faça-as uma por uma. Ou tome a decisão de não fazer uma delas e jogue-as no lixo.

3. Resolva os problemas enquanto eles são pequenos

Aprenda a detectar aquelas pequenas bandeiras vermelhas que dizem que algo está errado e que as coisas só piorarão se você não tomar alguma atitude. A pergunta então é: quando e como devo agir em relação a esses pequenos indicadores?

4. Diminua as interrupções

A maioria das pessoas admite que elas têm dificuldade de evitar ou impedir interrupções. Crie estratégias para poder trabalhar em alguns horários se ser interrompido.

5. Coloque os atrasos em dia

Se tiver de enfrentar uma carga pesada de fluxo de trabalho e ao mesmo tempo um acúmulo de trabalhos atrasados, será preciso tratar desses últimos se quiser ter o fluxo de trabalho sobre controle.

Existem cinco etapas para lidar com trabalhos atrasados:

1) Identifique os trabalhos acumulados

2) Coloque-os em ordem de prioridade

3) Reserve um tempo todo dia para fazer um desses trabalhos

4) Identifique a causa do atraso

5) Tome providencias para remediar a causa e evitar que o atraso ocorra novamente e que qualquer outro acúmulo de tarefas seja criado no futuro

6. Comece a operar visando ao futuro, em vez de visar ao passado

O seu foco é obscurecido pelo fato de estar sendo puxado para o passado. Os psicólogos dizem que um dos indicadores da saúde mental de uma pessoa é o grau em que ela opera no passado, em relação ao que opera no presente e no futuro.

Operar no ou a partir do passado é considerado uma característica do psicótico. Operar a partir do presente, visando ao futuro, é considerado algo “são”. Não é de se admirar que nos sintamos um pouco “loucos” quando temos excesso de tarefas atrasadas.

7. Pare de se preocupar com isso

Uma coisa é perder tempo repetindo as coisas ou lidar com interrupções extras ou “incêndios” maiores, mas o grande dano de adiar as coisas é a forma com que isso o afeta mental e emocionalmente.

Como você se avalia a partir destas etapas? O que você vem adiando de forma sistemática e que tem comprometido sua capacidade de entregar seus melhores resultados? Se você não fizer nada para mudar isso, o que você deixará de alcançar? E quando você vai virar o jogo?

Caroline Calaça
Advisor de Negócios

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O que Você tem feito para Vencer e Durar?

O que Você tem feito para Vencer e Durar?

Qual é a diferença entre perseverança e resiliência? Nenhuma! Digamos que resiliência é perseverança com aditivo para os nossos tempos caóticos. A transformação nasce das dificuldades, do sofrimento e dos desafios que enfrentamos na vida. E é fato que, nos tempos de hoje, sete entre de líderes não são tão bons.

Para esse fenômeno existe muitas explicações, por exemplo, a falta de humildade para aprender, o desânimo de não ser útil, a perda das convicções, a falta de visão para deixar um legado, a desistência de um propósito e de uma missão, a impaciência e o negativismo.

Tommy Nelson aponta as características de pessoas que vencem e duram:

1. São movidas por seus valores e propósitos

A pessoa perseverante que quer dar um passo além do sucesso tem um compromisso com os seus valores, seus propósitos e sabe o que querem da vida.

Suas âncoras principais são internas e, para ela, renovação não é reagir às mudanças, mas, sim, uma oportunidade de revisar as questões centrais da sua vida e perceber como elas se reavivam ciclicamente em contextos que estão em constante mutação – porque fatores importantes estão sempre em risco, e o tempo é administrado com essas questões centrais como ponto de referência.

2. Não se isolam

A pessoa bem-sucedida permanece em contato com o mundo ao seu redor, busca amigos, mentores e conselheiros para interagir e vivenciar a própria vida.

Sabe ouvir e sentir empatia por todas as pessoas, tem consciência e se comunica, cultiva de 10 a 15 pessoas-chave para acompanhá-las. Alimentando o contato com os seus filhos e parentes, têm a iniciativa de sustentar relacionamentos.

3. Têm disciplina para criar uma estrutura de reflexão

Pessoa que sempre vence, mas quer também durar, requer tempo de solidão e reflexão. Estruturar isso é fundamental na agenda e na vida.

Quando o guru de liderança, Warren Bennis, entrevistou líderes de todos os tipos, no início da década de 1990, descobriu que tinha uma maneira comum de não perderem contato com o que era importante para eles, construindo em suas vidas estruturadas de reflexão, tempo e espaço para auto-análise.

4. Mantêm um ritmo adequado

Nossa prática comum é submeter-nos a um esquema de alto rigor no trabalho e só reservar o fim de semana como pausa para respirar.

Esses espaços não são suficientes para sustentar o processo de auto-renovação, porque eles se dissipam rapidamente nas nossas rotinas dominantes. Renovação deve ser um elemento inserido em nosso ritmo rotineiro, ou seja, em nosso próprio estilo de vida e trabalho.

5. Mantêm sua proximidade com a natureza

Grande parte da vida moderna é gasta longe das forças naturais, prédios e ambientes que nos isolam da natureza que nos renova.

Se alguém quer vencer e durar, deve fazer parte do seu planejamento estar em contato com a natureza, de forma a renovar-se continuamente.

E você o que tem feito para vencer e durar? O que falta fazer para poder avançar?

Caroline Calaça- Executive & Business Coach

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