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Como se preparar para assumir Riscos ampliando suas Chances de Sucesso

Os riscos fazem parte da vida e carreira de qualquer pessoa. Mas nem sempre nos preparamos adequadamente para lidar com eles. A maioria das pesquisas mostra que não somos muito bons em calcular riscos com precisão. Amy Morin, neuropsicóloga norte-americana, aponta que muitas de nossas decisões de vida mais importantes têm base na completa irracionalidade:

1. Julgamos incorretamente nosso controle sobre uma determinada situação.

Em geral nos dispomos a correr riscos maiores se pensamos que temos mais controle. A maior parte das pessoas se sente mais confortável no assento do motorista em um carro, mas o fato de estarem nele não significa que podem evitar acidentes.

2. Compensamos de forma desproporcional quando existem garantias.

Acabamos nos comportando de maneira mais imprudente quando achamos que temos redes de proteção e, assim, aumentamos nosso risco.

As pessoas tendem a dirigir mais rápido quando estão com cintos de segurança. Companhias de seguro descobriram que quando aumentam de dispositivos de segurança em carros na verdade tem uma correlação com taxas maiores de acidentes.

3. Não reconhecemos a diferença entre habilidade e acaso.

Os cassinos descobriram que, quando as pessoas jogam dados, costumam rolá-los de modo diferente dependendo no número que precisam ganhar. Quando querem tirar um número alto, jogam os dados com força.

Quando querem um número baixo, jogam-nos com suavidade. É um jogo de sorte, mas as pessoas se comportam como se envolvesse algum tipo de habilidade.

4. Somos influenciados por nossas superstições.

Seja um empresário que usa suas meias da sorte ou alguém que lê o horóscopo antes de sair de casa, as superstições têm um impacto sobre nossa predisposição a assumir riscos.

Em média, 10 mil pessoas a menos voam nas sextas-feiras 13 e gatos pretos têm menor probabilidade de adoção em um abrigo nessa data.

Pesquisadores mostraram que a maioria das pessoas acha que cruzar os dedos aumenta sua sorte, mas isso na verdade não faz nada para mitigar riscos.

5. Nós nos iludimos facilmente quando a recompensa em potencial é grande.

Mesmo quando as chances estão contra, você provavelmente vai superestimar suas chances de sucesso, como na loteria, por exemplo.

6. A familiaridade nos deixa mais confortáveis.

Quanto mais assumimos riscos, mais tendemos a calcular mal quão grande é o risco que estamos realmente correndo. Se você assumir o mesmo risco repetidas vezes, vai deixar de percebê-lo como tal.

Se dirigir rápido para o trabalho todo dia, vai subestimar muito o perigo em que se coloca.

7. Colocamos muita fé na capacidade das pessoas de perceber os riscos de forma precisa.

Emoções podem ser contagiosas. Se você está em uma multidão que não reage ao cheiro de fumaça, é provável que não tenha muita noção do perigo. E, por outro lado, é muita mais provável que reaja se outros começarem a entrar em pânico.

8. Nossa forma de perceber os riscos pode ser influenciada pela mídia.

Se vive assistindo a noticiários que falam sobre doenças raras, você tem uma probabilidade maior de achar que suas chances de contrair uma doença assim são maiores, ainda que todas as notícias mencionem incidentes isolados.

Da mesma forma, matérias sobre desastres naturais ou acontecimentos trágicos podem influenciar você a exagerar o risco de se envolver em uma catástrofe.

Na realidade, se preparar para assumir riscos de forma responsável compreende conhecer profundamente todos os aspectos dos riscos que se pretende assumir e listar todas as habilidades necessárias para ser bem-sucedido neste enfrentamento.

Um exemplo memorável

Estes cuidados podem garantir o sucesso até mesmo nas empreitadas mais difíceis. Um exemplo memorável é do autor de livros Erik Weihenmayer, que relata em As Vantagens da Adversidade como perdeu a visão quando ainda criança.

Depois que superou o choque inicial, decidiu que poderia levar uma vida normal e começou a lutar contra sua maior adversidade: a cegueira.

Em certo momento da vida, começou a ganhar gosto pelo alpinismo, encontrou os parceiros certos para se preparar adequadamente para escalar os montes mais altos do mundo. Erik foi o primeiro cego a escalar e chegar ao pico do Everest e de outros montes mais altos do mundo.

E você, como se prepara para assumir riscos?

Caroline Calaça e Cássia Morato- Executive & Business Coaches

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Como o seu Lócus de Controle afeta suas Chances de Sucesso

Decidir o que está sob seu controle ou não depende em grande parte de seu sistema de crenças. O campo da psicologia se refere a isso como seu lócus de controle. Segundo Morin(2016), Pessoas com um lócus de controle externo acreditam que sua vida depende muito de destino e da sorte. São mais inclinadas a acreditar que “o que tiver que ser será”.

Já as pessoas com um lócus de controle interno acreditam que têm total controle sobre seu futuro. Assumem plena responsabilidade por seus sucessos e fracassos na vida e acreditam que têm a capacidade de controlar tudo, de seu futuro financeiro a sua saúde.

Lócus de controle externo e interno

Seu lócus de controle determina como você enxerga as circunstâncias. Imagine um candidato que vai a uma entrevista de emprego. Ele tem a qualificação, a educação e a experiência que a companhia procura. Mas poucos dias depois da entrevista recebe uma ligação dizendo que não conseguiu o emprego.

Se tiver um lócus de controle externo, vai pensar: “Provavelmente encontraram alguém super qualificado querendo essa posição. De qualquer maneira, não era o trabalho certo para mim mesmo.”

Por outro lado, se tiver um lócus de controle interno, é mais provável que pense: “Eu não devo ter conseguido impressioná-los. Sabia que deveria ter refeito meu currículo. Também tenho que aprimorar minhas habilidades para entrevistas.

Diversos fatores influenciam seu lócus de controle.

Sua criação certamente desempenha um papel. Se você cresceu em uma família em que o trabalho sacrificado era valorizado, pode ter se inclinado mais para um lócus de controle interno, por acreditar que dar duro vale a pena.

Mas se seus pais incutiram em você pensamentos como “seu voto não conta nada neste mundo” ou “não importa o que fizer, o mundo sempre vai colocá-lo para baixo”, pode ter desenvolvido um lócus de controle externo.

Seu lócus é influenciado por suas experiências

Suas experiências na vida também podem influenciar seu lócus de controle. Se você for bem-sucedido quando se esforçar, vai ver que tem muito controle sobre os resultados.

Mas se você acha que, não importa o que fizer, as coisas nunca darão certo, pode começar a sentir que tem menos controle.

Muitas vezes o é realizado como a “melhor” maneira de agir.

Ideias como “você pode fazer qualquer coisa desde que se esforce” têm sido valorizadas em muitas culturas. Na verdade, pessoas com um grande senso de controle se tornam grandes presidentes de empresas por acreditarem em sua capacidade de fazer a diferença.

Médicos também gostam de ter pacientes com forte lócus de controle interno, porque fazem todo o possível para tratar e evitar doenças. Mas há também aspectos negativos potencias em acreditar que você pode controlar tudo.

Dê foco naquilo que você pode controlar

O que mais interessa é ser capaz de dar foco naquilo que você pode controlar. Na verdade, nunca poderemos controlar tudo, mas podemos concentrar nossa energia nas coisas que dependem de nós e que podemos mudar.

Esta postura nos coloca na posição de condutores da nossa própria vida, de pessoas capazes de conquistar aquilo que buscam.

Caroline Calaça e Cássia Morato-Executive & Business Coaches

 

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