Porque Coaching de Vida pode atrapalhar o MEU Negócio?
O mercado tem registrado um aumento de relatos de insucesso e projetos de coaching nas empresas, o que pode ser a princípio uma ameaça para que quer atuar neste mercado.
Na realidade, quando vamos observar de perto, o que tem sido apontado como insucesso são projetos assumidos por coaches de vida que não tinham todas as habilidades necessárias para levar a cabo um projeto de coaching executivo e que acabaram por criar problemas para que os contratou e evidentemente, para eles mesmos.
Mas quais seriam as consequências indesejadas?
Alguns efeitos colaterais de se usar coaching de vida na empresa são:
O coachee descobrir que não é feliz ali e pedir demissão para abrir o seu próprio negócio
O coachee não dar foco naquilo que é prioridade para a empresa e sim naquilo que o deixa feliz
O resultado esperado pela empresa não acontecer, porque o coach deu foco naquilo que o coachee definiu
O Coachee começar a influenciar outras pessoas para “serem felizes” Ou “investirem em sua felicidade como ele” e provocar uma demissão em massa, gerando uma debandada, cuja responsabilidade recaí sobre o coach
O processo e o coach caírem em descrédito por serem vistos como algo pessoal, parcial e alijado do negócio
O coach ser visto com alguém antiético por ter encorajado decisões que não contemplavam o interesse do ente pagante (no caso a empresa)
Se preparar adequadamente para atuar como coach executivo, buscando uma formação que ofereça o desenvolvimento de habilidades adequadas para uma atuação capaz de conciliar os interesses do coachee e da empresa, que como patrocinadora do projeto tem interesses importantes a serem contemplados no projeto de coaching.
Formações sérias devem garantir que ambos os interesses sejam preservados e promovidos simultaneamente, garantido assim que o coach possa ter sua reputação protegida através de uma abordagem segura e eticamente defensável.
Os riscos fazem parte da vida e carreira de qualquer pessoa. Mas nem sempre nos preparamos adequadamente para lidar com eles. A maioria das pesquisas mostra que não somos muito bons em calcular riscos com precisão. Amy Morin, neuropsicóloga norte-americana, aponta que muitas de nossas decisões de vida mais importantes têm base na completa irracionalidade:
1. Julgamos incorretamente nosso controle sobre uma determinada situação.
Em geral nos dispomos a correr riscos maiores se pensamos que temos mais controle. A maior parte das pessoas se sente mais confortável no assento do motorista em um carro, mas o fato de estarem nele não significa que podem evitar acidentes.
2. Compensamos de forma desproporcional quando existem garantias.
Acabamos nos comportando de maneira mais imprudente quando achamos que temos redes de proteção e, assim, aumentamos nosso risco.
As pessoas tendem a dirigir mais rápido quando estão com cintos de segurança. Companhias de seguro descobriram que quando aumentam de dispositivos de segurança em carros na verdade tem uma correlação com taxas maiores de acidentes.
3. Não reconhecemos a diferença entre habilidade e acaso.
Os cassinos descobriram que, quando as pessoas jogam dados, costumam rolá-los de modo diferente dependendo no número que precisam ganhar. Quando querem tirar um número alto, jogam os dados com força.
Quando querem um número baixo, jogam-nos com suavidade. É um jogo de sorte, mas as pessoas se comportam como se envolvesse algum tipo de habilidade.
4. Somos influenciados por nossas superstições.
Seja um empresário que usa suas meias da sorte ou alguém que lê o horóscopo antes de sair de casa, as superstições têm um impacto sobre nossa predisposição a assumir riscos.
Em média, 10 mil pessoas a menos voam nas sextas-feiras 13 e gatos pretos têm menor probabilidade de adoção em um abrigo nessa data.
Pesquisadores mostraram que a maioria das pessoas acha que cruzar os dedos aumenta sua sorte, mas isso na verdade não faz nada para mitigar riscos.
5. Nós nos iludimos facilmente quando a recompensa em potencial é grande.
Mesmo quando as chances estão contra, você provavelmente vai superestimar suas chances de sucesso, como na loteria, por exemplo.
6. A familiaridade nos deixa mais confortáveis.
Quanto mais assumimos riscos, mais tendemos a calcular mal quão grande é o risco que estamos realmente correndo. Se você assumir o mesmo risco repetidas vezes, vai deixar de percebê-lo como tal.
Se dirigir rápido para o trabalho todo dia, vai subestimar muito o perigo em que se coloca.
7. Colocamos muita fé na capacidade das pessoas de perceber os riscos de forma precisa.
Emoções podem ser contagiosas. Se você está em uma multidão que não reage ao cheiro de fumaça, é provável que não tenha muita noção do perigo. E, por outro lado, é muita mais provável que reaja se outros começarem a entrar em pânico.
8. Nossa forma de perceber os riscos pode ser influenciada pela mídia.
Se vive assistindo a noticiários que falam sobre doenças raras, você tem uma probabilidade maior de achar que suas chances de contrair uma doença assim são maiores, ainda que todas as notícias mencionem incidentes isolados.
Da mesma forma, matérias sobre desastres naturais ou acontecimentos trágicos podem influenciar você a exagerar o risco de se envolver em uma catástrofe.
Na realidade, se preparar para assumir riscos de forma responsável compreende conhecer profundamente todos os aspectos dos riscos que se pretende assumir e listar todas as habilidades necessárias para ser bem-sucedido neste enfrentamento.
Um exemplo memorável
Estes cuidados podem garantir o sucesso até mesmo nas empreitadas mais difíceis. Um exemplo memorável é do autor de livros Erik Weihenmayer, que relata em As Vantagens da Adversidade como perdeu a visão quando ainda criança.
Depois que superou o choque inicial, decidiu que poderia levar uma vida normal e começou a lutar contra sua maior adversidade: a cegueira.
Em certo momento da vida, começou a ganhar gosto pelo alpinismo, encontrou os parceiros certos para se preparar adequadamente para escalar os montes mais altos do mundo. Erik foi o primeiro cego a escalar e chegar ao pico do Everest e de outros montes mais altos do mundo.
E você, como se prepara para assumir riscos?
Caroline Calaça e Cássia Morato- Executive & Business Coaches