Até algum tempo atrás se acreditava que o cérebro não se regenerava. Após estudar a recuperação de vítimas de acidentes com lesão neurológica, a ciência descobriu que o cérebro pode criar caminhos alternativos para compensar a perda de função em uma determinada área lesada.
O que nos possibilita hoje saber mais sobre a fisiologia do cérebro é o desenvolvimento das tecnologias de imagem através de ressonância magnética e afins.
Os Neurônios
Durante muito tempo acreditou-se em dois paradigmas que forma recentemente quebrados:
Que o número de neurônios uma vez tendo chegado à vida adulta era estável, não mudava mais
Afirmava que os neurônios não se multiplicavam. Da década de noventa para cá começaram a surgir evidências de que as coisas não eram bem assim.
Quando alguém por acidente ou por doença perde um membro, seja braço ou perna, é comum ouvirmos relatos de que a pessoa sente dor no membro que não existe mais. Ora, se o membro e sua rede nervosa não estão mais ali, qual seria a origem desta experiência de dor?
Outra situação conhecida ocorre em pacientes sequelados por um acidente vascular cerebral (AVC) popularmente conhecido como derrame, em que há perda funções e apesar disso, surpreendentemente há uma recuperação considerável, em alguns casos até total das funções perdidas. Então, o que tornou possível esta recuperação, se acreditávamos que não havia regeneração nas células nervosas?
A Neuroplasticidade
O fenômeno responsável por estes achados é a neuroplasticidade, a capacidade do cérebro se reorganizar e criar novos caminhos para conduzir os estímulos, quando ele é submetido a novas experiências.
Esta capacidade tão recentemente descoberta representa uma oportunidade para nos transformarmos e abandonarmos de vez a crença de que ninguém muda e que configura a síndrome de Gabriela :
“Eu nasci, assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim, Gabriela”.
Novos Comportamentos
Na prática, o impacto destas descobertas é que passado não é destino e por mais arraigado que seja um hábito podemos mudar de comportamento melhorar nossa qualidade de vida, nossos resultados e ampliar nossas chances de sermos felizes.
Para isso basta mudar a forma como usamos o nosso cérebro: a prática de novos comportamentos conduz à reorganização dos neurônios e nos gera uma esperança real de que todo mundo pode se tornar uma pessoa melhor, todo mundo pode se desenvolver incorporar novos comportamentos e se tornar a pessoa que deseja ser.
Basta dar foco, colocar sua energia em praticar os comportamentos para que a natureza trabalhe a seu favor!
Caroline Calaça & Cássia Morato -Executive & Business Coaches
O cérebro é tido pelos cientistas como a estrutura conhecida de maior complexidade no universo. Profissionais que trabalham com educação de adultos que conhecem como é processado o aprendizado no cérebro, podem explorar as possibilidades que este conhecimento descortina.
A neurociência demonstra que as quatro maiores áreas nobres do cérebro (neocórtex) são responsáveis pelos quatro pilares do aprendizado:
1) Reunir dados
Obter informações é essencial para aprender. Esta etapa é tão fundamental que os outros pilares costumam ser negligenciados. Um fato que demonstra isso na prática é como a maioria das escolas é conteudista e tem como principal objetivo testar a capacidade de dominar conteúdos.
Reunir dados através da visão que nos dá um poderoso mapa do mundo ao nosso redor, da audição que nos confere através da linguagem a possibilidade de desenvolver raciocínios e tirar conclusões. O toque nos ajuda a criar um conceito apropriado sobre textura e consistência.
O cheiro e o gosto nos informam de quão atrativos ou repulsivos são os elementos que nos rodeiam. Mas tudo isso nos desperta sensações que afetam nossas emoções e nossa capacidade de entendimento. Tudo isso acontece na área sensória do cérebro.
2) Reflexão
Quando estas informações são processadas no cérebro, elas começam a se combinar para produzir uma imagem com significado. Esta combinação começa a estipular valor dos objetos, experiências e pessoas, fazendo uma qualificação: o que é bom, o que é ruim, o que pode ser ameaçador.
Este pilar somente é ativado no cérebro depois do primeiro e esta hierarquia garante que os dados que provêm do neocórtex sensório sejam processados na região posterior do cérebro. A partir daí ocorrem associações entre experiências passadas e atuais. Quanto mais eventos passados são relembrados, mais poderoso é o significado que a mente confere à experiência atual.
Na prática, isso pode trazer resultados positivos e negativos, pois pessoas que tiveram experiências traumáticas com o aprendizado, como “não consigo aprender” ou “tenho dificuldades com a redação”, mais poderosas são as barreiras ao aprendizado. Por outro lado, tarefas que encorajam as pessoas a usar experiências negativas como uma base para avaliar seus recursos, identificar as oportunidades, podem gerar reflexões que levem a criar novos significados.
3) Criação
Para que significados específicos que provenham da associação entre o primeiro e o segundo pilar e seus respectivos caminhos neuronais, o cérebro ativa a memória de trabalho. Esta é a base para o pensamento consciente e o planejamento. Esta ativação determina a relevância do trabalho.
Por exemplo, se planejamos trocar um pneu, dados sobre carros e rodas são relevantes em detrimento de bicicletas ou cavalos. Esta escolha permite desenvolver soluções diante do problema emergente. Para fazer planos e desenvolver raciocínios abstratos é fundamental combinar imagens e linguagem.
Eles são o resultado de associações intencionais, selecionadas com um propósito especifico. Este é o aspecto mais relevante do aprendizado e envolve intenção, julgamentos, sentimentos decisões para criar procedimentos que configurem uma solução.
4) Testar/Aplicar
Esta é uma fase de atividade que demanda usar a área motora do cérebro. Para testar a teoria é fundamental entrar em ação. Quando a teoria é testada o ciclo de aprendizagem se torna realidade.
A partir de um teste bem sucedido, o indivíduo adquire uma nova habilidade. Conhecimento que não se concretiza em ação permanece inerte e não gera novos recursos para o indivíduo.
Todos nós somos, em alguma situação da vida, facilitadores do desenvolvimento de outra pessoa. Quando vamos delegar uma nova tarefa para um funcionário, por exemplo, se levarmos em conta estes quatro pilares, com certeza, podemos ampliar as nossas chances de cumprimos bem a nossa responsabilidade de preparar o outro para ter o melhor desempenho, a partir de uma abordagem que explora os quatro pilares do aprendizado.
Caroline Calaça & Cássia Morato Executive & Business Coach
Os oito erros mais comuns dos líderes e a Neurociência
À medida que a carreira de um líder deslancha, ele se depara com uma questão que é inerente à função de gestão: quanto mais alta é a posição que ele ocupa, mais solitário ele fica para decidir e mais sujeito a angústia por não ter ninguém com quem compartilhar suas incertezas.
Muitos profissionais seniores, bem sucedidos e no topo da carreira, acabam se abraçando com a solidão que o poder proporciona e inconscientemente perdem oportunidades valiosas de decidir com menos stress e com mais assertividade. Esta solidão ao decidir pode criar um cenário favorável aos erros.
Este é um assunto tão relevante que em Harvard há uma equipe estudando as funções cerebrais dos líderes e propondo mecanismos de como usar as descobertas para melhorar a performance. A equipe chefiada pelo neurocientista e coach executivo, Dr. Sirinivasan Pillay, apontou oito erros mais comuns de discernimento nos líderes e propõem mecanismos para evitar ou minimizar a possibilidade de que estes erros ocorram na prática.
1. É melhor tomar grandes decisões sozinho
A área do cérebro responsável por tomar decisões é o lobo frontal e para fazê-lo bem, esta região precisa de ter entrada de informações de outras áreas como o centro de recompensas, centro de registro de riscos, centro das emoções, etc.
Assim sendo se o líder quer ser mais assertivo ao decidir, é importante que ele cultive de forma análoga situações em que idealmente possa conhecer a posição de várias pessoas, sobre o tema para que possa decidir com segurança.
2.Devo decidir racionalmente, sem levar em conta as emoções
Estudos mostram que, mesmo para uma lógica puramente dedutiva, é importante se conectar com as emoções, porque isto fornecerá ativação ideal de uma área do cérebro, que é fundamental para tomada de decisão.
Excluir emoções na hora de decidir pode criar uma situação em que o cérebro deixa de acionar recursos valiosos para uma decisão adequada. Do ponto de vista prático, o líder pode evitar este erro ao criar o hábito de reconhecer suas próprias emoções e usá-las a seu favor, ao invés de negá-las ou reprimi-las.
3. Esta decisão é a errada, porque não me sinto confortável com ela
O córtex frontal esquerdo requer desconforto em determinadas situações para que o indivíduo continue empenhado em novas decisões. Acontece que este desconforto pode não indicar que uma decisão está errada, mas apenas que ela.
4. A ansiedade não tem impacto na minha tomada de decisão
Centros de ansiedade no cérebro estão ligados a memória de curto prazo, análise de risco x benefício e atenção. Quando o líder está ansioso, os centros de ansiedade no cérebro se conectam com os centros de pensamento de escolha no córtex pré frontal e córtex anterior cingulado.
O córtex pré-frontal permite que uma pessoa possa diferenciar entre pensamentos conflitantes, bem como possa discernir boas de más decisões, a melhor da melhor de todas e seja capaz de avaliar as consequências futuras das atividades atuais. Portanto, quando estas funções estão comprometidas como no caso da ansiedade, as decisões de um líder podem ser afetadas sim.
Usar de mecanismos para minimizar o stress (respirar fundo, meditar, caminhar), pode ser de grande valia antes de decidir. O Google tem um projeto de meditação para a performance chamado Search Inside Yourself que inclusive gerou um livro sobre as práticas de meditação (mindfullness) adotadas por equipes de trabalho.
5. Eu posso discernir sozinho onde há conflitos de interesse e ainda assim tomar boas decisões
Conflitos de interesses criam desconforto do cérebro em regiões críticas para a tomada de decisões, incluindo centro de atenção do cérebro e centro de risco x benefício. O cérebro pode excluir informações importantes em seus cálculos para diminuir o desconforto inconsciente.
Um exemplo evidente disso (o que é proibido pela Securities and Exchange Commission, nos EUA) é quando um líder tem um investimento pessoal em uma empresa e a empresa em que ele trabalha também tem um investimento nessa mesma companhia. Assim, fazer o melhor para a empresa pode entrar em conflito com o fazer o que é melhor para si mesmo.
Muitos líderes insistem que eles podem separar esses tipos de conflitos, mas as pesquisas demonstram que a entrada emocional ocorre na mesma na área do cérebro em que a lógica dedutiva e, neste caso, que o cérebro pode não ser verdadeiramente tão objetivo quanto pensamos que pode ser.
6. O líder é apegado a pessoas, lugares e coisas que podem afetar suas decisões
Os seres humanos tem dificuldade sem abandonar seus “apegos” por hábito de se fixar a padrões mentais que se repetem ao longo do tempo. No ambiente organizacional, líderes que não conquistam esta flexibilidade no pensamento podem tomar decisões ruins.
Quando um líder está preso a velhos padrões e velhas idéias, e isso ativa o centro de recompensa do cérebro, o que cria um cenário que favorece a continuidade. Se um novo plano envolve desistir dos antigos apegos (antigos sistemas de computador, mudança na hierarquia ou na estrutura organizacional), o centro de recompensa do cérebro “reclama” e como resultado, o líder pode sentir que ele ou ela está no caminho errado.
Trabalhar a flexibilidade envolve na prática desenvolver a habilidade de “pensar fora da caixa”, admitir e avaliar outras alternativas para obter vantagens no ambiente de mudanças.
7. As decisões do líder são afetadas por memórias enganosas
Estudos mostram que o hemisfério direito do cérebro está envolvido quando geramos falsas memórias que podem nos convencer que são verdadeiras. Por outro lado, quando estamos confiantes sobre nossas lembranças, estas memórias podem ser verdadeiras ou falsas.
Quando elas forem verdadeiras, o lobo temporal medial é ativado, quando elas são falsas, o córtex fronto-parietal é ativado. Quanto maior nossa confiança, tanto mais essas regiões serão ativadas.
A grande pergunta é estamos verdadeiramente lembrando acontecimentos passados ou falsamente lembrando deles? É importante que o líder desafie suas crenças em lembranças, se confrontado com fatos ou com a visão de outras pessoas envolvidas.
8. Líderes podem cair em armadilhas psicológicas de vários tipos
Armadilha de âncora – dar ênfase demais em eventos recentes ao decidir; armadilha de status quo – acreditar que está promovendo mudanças, quando na realidade não há flexibilidade nem no pensar nem no agir; armadilha de prudência- ser demasiadamente cauteloso e atuar de forma a evitar riscos.
Para cada uma dessas armadilhas, existem correlações biológicas: para armadilha de âncora a memória de curto prazo é envolvida, mas a memória de longo prazo é deixada de fora; para a armadilha do status quo, a região do cérebro para a flexibilidade de pensamento é ativada; para a armadilha de prudência, a amígdala, região do cérebro ativada diante de riscos,é superativada.
Fazer reflexões com base em perguntas abertas para encorajar a flexibilidade de pensamento, pode ajudar a evitar cair nessas armadilhas. Perceber que o detector de medo do cérebro (amígdala)pode aplicar os freios na sua estratégia também pode ajudar ao líder a se desafiar.
Conhecer todas estas variáveis e considerá-las ao se observar em ação pode proporcionar até ao líder mais experiente oportunidades de se conhecer e tomar decisões melhores.
Sempre interagimos socialmente, nossos cérebros e corpos reagem aos sentimentos daqueles que nos rodeiam. Os nossos circuitos neurais como o sistema de neurônios espelho operam de forma a possibilitar contágio emocional. Esses sistemas funcionam automaticamente, instantaneamente, inconscientemente e fora do nosso controle intencional.
Dr.Daniel Goleman aponta como o estudo da neurociência pode contribuir para o desenvolvimento dos líderes. Quando se trata de espalhar emoções, algumas pessoas têm mais influência para contagiar os outros com seus sentimentos. Quando há diferenças de poder entre as pessoas, a pessoa com mais influente é o “remetente” dos sentimentos. Mas como aplicar estes conhecimentos no coaching?
1. Usar a auto-consciência para gerenciar contágio emocional
Usar ferramentas de feedback de 360 graus, que costumam contribuir para desenvolver a autoconsciência. Desenvolver rotina de prática mindfulness também pode ajudar a aprender a ficar ciente de suas emoções.
Trabalhar com uma ferramenta “Roda da consciência”, criada por Dr. Daniel Siegel pode fortalecer a autoconsciência.
2. Ajudar o líder a gerenciar a si mesmo primeiro
Antes de liderar qualquer outra pessoa, um líder primeiro deve se controlar. Dra. Sigal Barsade, pesquisadora da Wharton School da Universidade da Pensilvânia, é especializada no estudo do contágio emocional e seu impacto nas organizações.
Ela sugere maneiras para líderes gerenciarem suas emoções e criarem uma cultura emocional positiva em suas equipes. Primeiro em sua lista é estar ciente de seu próprio humor e mudá-lo se não for útil. Uma maneira de fazer isso é mudar a sua expressão facial.
Dra. Barsade defende a hipótese de feedback facial, que afirma que nossas expressões faciais afetam nossas emoções. Sorrir intencionalmente leva a sentir emoções positivas.
3. Fazer uma pausa para recuperar a fisiologia numa situação de raiva
John Gottman é um psicólogo que fez uma extensa pesquisa sobre dinâmica de relacionamento. Seu conselho é levar 20 minutos para se refrescar, afastar-se da situação. Esse é o tempo que leva para o corpo processar o surto supra-renal causado pela amígdala.
Em um cenário como uma reunião da equipe, mesmo um intervalo de 5 ou 10 minutos para tomar algumas respirações profundas e sair da sala ajudaria.
4. Conduzir com empatia
Jean Decety na Universidade de Chicago se refere a três tipos de empatia.
A empatia cognitiva permite que você sinta como alguém pensa sobre o mundo. Isso ajuda você a dizer as coisas deforma que elas possam ser ouvidas.
Empatia emocional significa que você se conecta com a forma como outra pessoa se sente.
Preocupação empática é a capacidade de sentir o que alguém precisa e expressar como você se preocupa com essas necessidades.
A empatia é crucial para todas as formas de relacionamento, especialmente no local de trabalho. Líderes eficazes precisam exercer todas as três formas de empatia na sua rotina diária.
Tania Singer
Tania Singer do Instituto Max Planck, na Alemanha, estuda empatia e compaixão. Singer descobriu que algo chamado de insula é a chave para a empatia emocional. A ínsula, uma área neural importante para a inteligência emocional, detecta sinais de todo o nosso corpo.
Quando nos conectamos empaticamente com alguém, nossos neurônios realmente imitam dentro de nós esse estado de pessoas. Singer e seus colegas descobriram que a empatia pode ser aprendida. O coach pode ajudar seu coachee a desenvolver esta habilidade no processo de coaching.
Caroline Calaça e Cássia Morato- Executive & Business Coaches
Neurociência: Sua passagem para uma Mudança Permanente
Os neurocientistas estudam como as neuroassociações ocorrem e descobriram que os neurônios estão constantemente enviando mensagens eletroquímicas de um lado para outro, através das pistas neurais, não muito diferente do tráfego numa artéria movimentada.
Tony Robbins nos lembra que cada vez que experimentamos uma quantidade significativa de dor ou prazer, o cérebro procura pela causa e as registra no sistema nervoso, para permitir-nos tomar melhores decisões sobre o que fazer no seu futuro.
Essa neuroassociação é uma realidade biológica – é física.
As neuroassociações são um instrumento de sobrevivência e se acham enraizados no sistema nervoso como conexões físicas, e não como “memórias” intangíveis.
Em qualquer momento em que você experimenta quantidades significativas de dor ou prazer, seu cérebro no mesmo instante procura pela causa. Usa os três critérios seguintes:
O cérebro busca algo que pareça ser singular. Para reduzir as causas prováveis, o cérebro tenta distinguir algo que seja excepcional às circunstâncias. Parece lógico que, se você está tendo sentimentos fora do normal, então deve haver uma causa fora do normal.
O cérebro busca algo que pareça estar ocorrendo simultaneamente. Isto é conhecido nos círculos de psicologia como a Lei da Recenticidade. Não faz sentido que algo que ocorre no momento (ou na proximidade) de intenso prazer ou dor seja a causa provável dessa sensação?
O cérebro busca coerência. Se você sente dor ou prazer, seu cérebro começa no mesmo instante a registrar o que é diferente ao redor, e está acontecendo ao mesmo tempo. Se o elemento que atende a esses dois critérios também parece ocorrer de forma consistente sempre que você sente essa dor ou prazer, pode ter certeza de que o cérebro vai determinar que se trata da causa.
Fonte: Desperte O Gigante Interior- Tony Robbins
Texto preparado por Caroline Calaça e Cássia Morato
Para quem é coach, conhecer neurociência é fundamental. Compilamos dicas excelentes sobre o tema.
PA. Memória de trabalho de curto prazo, registra novidades e novos conhecimentos.
O gânglio basal registra as memórias de comportamentos habituais e aciona córtex pré-frontal.
O Lado esquerdo e o lado direito do Cérebro
O lado esquerdo do cérebro controla as funções do lado direito do corpo e o lado esquerdo elabora a fala. Do lado direito do cérebro está o tom e a melodia da fala. Criatividade depende dos dois lados do cérebro. A principal diferença entre cérebro masculino e feminino é a sexualidade. A atração pelo sexo oposto.
O cérebro masculino é maior, mas isso não afeta nas capacidades e funcionalidades. Todas as outras funções são iguais. Tudo o que fazemos deixa marcas no cérebro e modifica o seu funcionamento.
O cérebro cresce até os 10 a 12 anos. O final da infância não significa o final do desenvolvimento do cérebro. A adolescência é a fase final de desenvolvimento das conexões e formatação do cérebro.
O aprendizado se dá pelas novas conexões cerebrais.
O cérebro nasce com capacidade de aprender todas as línguas. A experiência molda o funcionamento dele.
Adultos podem modificar comportamentos, mas as escolhas e decisões não são racionais. Elas acontecem a partir dos nossos valores . Avaliamos as situações como positivas ou negativas utilizando os valores. O que dirige isso são as motivações que comparam expectativas e realidade e provocam prazer ou dor no corpo.
Quando há prazer, a informação é enviada ao cérebro como feedback de que aquele comportamento deve ser repetido. Em uma outra circunstância, a sensação de prazer será antecipada ao corpo, antes do novo comportamento.
A motivação é a antecipação desse sistema de recompensas provocando do prazer até a euforia no corpo.
O aprendizado é um grande estímulo para o cérebro.
As emoções não são acessórios e sim essenciais. São a expressão que o corpo dá ao conteúdo dos pensamentos, fazendo com que passem pelo corpo para obter o feedback de que algo pode ser bom ou ruim. O medo é um aviso do cérebro que passa pelo corpo.
É importante que o cérebro reconheça as pessoas que nos dão apoio na vida. O cérebro percebe o carinho e reduz o stress, criando resistência contra ele no futuro. A solidão gera alerta no cérebro de que ele precisa se preocupar com os laços e não mais com o cotidiano.
O cérebro tem capacidade de relacionar suas representações emocionais anteriores. As mesmas partes do cérebro que processam as funções como visão e audição são capazes de replicar situações anteriores prevendo os resultados que um comportamento vai gerar, também gera empatia. É possível antecipar emocionalmente como o outro se sentiria, me colocando no lugar dela.
A Imaginação
A imaginação é a capacidade de pensar em algo que não está na nossa frente através da criatividade. Dependem da reativação de experiências armazenadas no cérebro do indivíduo. Algo com que não se tenha experiências sensoriais não pode ser reproduzido novamente.
Quanto mais rica for a experiência de vida e sensorial da pessoa, de mais elementos será possível no futuro dispor para criar. Só conseguimos imaginar algo que experimentamos em alguma ocasião por meio dos sentidos.
O cérebro tem capacidade de se reorganizar e não se regenerar ou construir novos neurônios. A reorganização funcional do cérebro acontece quando existe demanda. Redistribuindo funções. Uso forçado na fisioterapia imobilizando a mão direita e forçando o uso da mão esquerda, obrigada a usar o cérebro de outras maneiras.
Cérebro necessita 500 calorias dia e experiências.
Quem tem TOC (transtorno obsessivo compulsivo) possui um sistema de detecção de erros que entra em atividade intensa. O córtex órbito-frontal envia informações de que existe algo errado constantemente. A pessoa sabe de alguma forma que a mensagem está errada mas o alarme é tão irrefutável que é difícil não tentar resolver a situação e quanto mais ela tenta resolver a situação, mais enraizados ficam os circuitos neurais na gânglio basal.
Pessoas com TOC, ao tentar mudar comportamentos de rotina racionalmente, continuam a enviar mensagens para o cérebro de que algo não está certo. É preciso muita força de vontade para se desvencilhar de tais hábitos.
O Efeito Placebo
O cérebro muda de acordo com a atenção focalizada, já que a atenção produz padrões no cérebro. O efeito placebo comprova a capacidade do cérebro de se ajustar as expectativas criadas. A atenção do paciente no alívio da dor a partir de um medicamento ainda que sem efeito gera reduçao da percepção de dor segundo pesquisa de Robert C. Coghill de 28,4 %.
Dr. Price e Dr. Schwartz estão realizando um trabalho que demonstra o efeito zenão quântico. A expectativa de alívio da dor leva o cérebro a ativar os circuitos cerebrais responsáveis por esta sensação, causando redução na sensação da dor efetivamente. As pessoas vivênciam aquilo que esperam vivenciar.
A pesquisa do Instituto de Neurociência da Northwestern
University sobre os insights detectou explosões repentinas e oscilações de alta freqüência no cérebro segundos antes dos insights. Ocilações propícias a criar conexões em varias partes do cérebro, capazes de enriquecer nossos recursos mentais e superar a resistência do cérebro para a mudança.
Para que o insight seja assimilado é preciso dar a ele atenção constante e especial. Bons líderes precisam aprender a reconhecer, estimular e aprofundar insights de sua equipe.
Para que um insight tenha valor ele precisa ser gerado pelo indivíduo e não apresentado como uma conclusão. Isso comprova a eficiência do coaching.
No momento do insight ocorre uma experiência positiva e energizadora.
Essa corrente de energia é primordial para mudar comportamentos. Ela ajuda a lutar contra forças contrárias internas e externas e combater as respostas da amígdala.
Cada um dos indivíduos tem uma arquitetura cerebral única. O cérebro humano e tão complexo e individual que não faz sentido tentar entender como o outro organiza o seu pensamento. As redes neurais são influenciadas pelos genes, experiências e padrões de atenção.
É muito mais eficiente ajudar o outro a chegar aos seus próprios insights. Adam Smith na teoria dos sentimentos morais diz que transformarmos nos em espectadores do nosso próprios comportamento.
A Neuroplasticidade
A neuroplasticidade auto dirigida é um conceito que diz que quanto maior for a concentração em uma ideia ou experiência mental, mais alta é a densidade de atenção. Os que significa a quantidade de atenção dispensada a uma experiência mental específica durante um tempo específico.
Isso tem o poder de ativar o EQZ e faz com que novos circuitos cerebrais sejam estabilizados e desenvolvidos. Assim, pode tornar os pensamentos e atos pretendidos em parte intrínseca da identidade dos indivíduos, influenciando quem ele é, como ele percebe o mundo e como o cérebro dele funciona.
Estudo em 1997 com 31 gestores do setor público realizado por pesquisadores do Baruch colege Geraldo Olivero, constataram que um único programa de treinamento aumentava produtividade em 28% e com coaching após o treinamento o aumento era de 88% porque as ideias aprendidas passavam a receber atenção posterior e além disso, atenção consciente ao resultado aprimorado.
A memória de trabalho reduzida comprova que vários pequenos instantes de aprendizagem digeridos são mais eficientes que grandes blocos de tempo em workshops. O grande desafio é fazer as pessoas prestarem atenção suficiente as novas ideias.
Martins Seligman estudo com 47 indivíduos em depressão profunda constatou:
1º momento – participantes concentravam atenção em em coisas que comprovadamente aumentavam a felicidade deles exercício as 3 bênçãos. Escreviam 3 coisas que haviam corrido bem naquele dia e não na infelicidade.
2ºmomento – eram formadas comunidades que ajudavam as pessoas a prestar atenção aos exercícios indutores de felicidade. O resultado eram níveis de depressão reduzidos de sintomas graves para leves em 94% dos casos .
O que os líderes e coachs podem fazer é ajudar as pessoas a focar sua atenção em ideias específicas com proximidade e frequência suficiente por um período longo o bastante. Deixar comportamentos problema no passado e concentrar-se em identificar e criar novos comportamentos eficazes. Perguntando e não aconselhando.
Atualmente um dos maiores desafios é ser capaz de focalizar atenção suficiente em uma ideia em um mundo cheio de distrações.
Elogios e palavras de encorajamento ajudam a promover sinopse de preservação e não de eliminação.
O poder está no foco e na atenção que é colocada nele.
A resposta para os desafios de mudança está em desviar o foco das pessoas para soluções e não para o problema, deixá-las chegar às próprias respostas e mantê-las focalizadas em seus insights.
Hoje existe a premissa que conhecimento é poder. Conhecimento transmitido a um receptor passivo. Na verdade, estas pesquisas comprovam que o que funciona é ensinar as pessoas a como aprender.
Todos os seus hábitos, crenças e tudo o que compõem sua realidade mental, está contido na sua rede neural. Cada vez que você tem um pensamento, ele é comunicado aos seus neurônios através de sutis mensagens eletroquímicas.
Caminhos Neuronais
Quando você aprende alguma coisa nova, um novo caminho neuronal é criado e quando você tem aquela experiência novamente, seu cérebro procura na sua memória se você já teve esta experiência antes e reforça aquela conexão.
Quanto mais esta experiência se repete, mais complexa e forte esta via se torna. É assim que um hábito se forma no cérebro.
Se você tem algum aspecto pessoal que você gostaria de mudar será um bom início admitir que não dá para jogar um hábito fora ou racionalizar. A lógica não pode levar você aonde você quer ir. Para obter resultados diferentes, você precisa desativar os caminhos neuronais antigos, que impedem você de mudar e criar novos caminhos neurais que através de pensamento focal viabilizem os novos comportamentos.
Repetição e Emoção.
Duas coisas concorrem para criar novos caminhos neurais: repetição e emoção. O processo básico para criar uma nova via neuronal é:
1. Definir o que você deseja mudar 2. Identificar o padrão de pensamento associado à manutenção deste hábito 3. Selecionar o novo comportamento positivo desejado 4. Associar o seu novo padrão com uma emoção positiva que você irá experimentar quando estiver praticando o novo comportamento 5. Entrar em ação 6. Recompensar a si mesmo cada vez que praticar o novo comportamento
Recentemente a neurociência afirmou que querer não é poder e sim praticar que é poder, pois a prática é que de fato pode reconfigurar a sua rede neural.
E então, qual é a mudança que se você der foco e iniciar agora em potencial para levar sua vida para outro patamar?
Caroline Calaça e Cássia Morato- Executive & Business Coaches
Motoristas de carros de corrida sabem que no que eles devem fixar sua atenção enquanto correm: eles aprendem desde cedo a se concentrar na estrada, não na parede ao redor da pista. Quando você acelera fazendo uma curva a 200km /h, se você se concentrar na parede, você vai dirigir-se direto para ela. Se, em vez disso, você se concentrar na estrada, você vai seguir a pista.
Esse é o segredo essencial de metas – direcionar sua atenção para o que você está criando, não o que você está evitando.
A liderança é assim.
Claro que existem inúmeras coisas que podem dar errado. Mas se você se concentrar neles, vai enlouquecer e travar o seu time. Concentre-se em onde você quer ir, em vez de sobre o que você quer evitar.
Mas como fazer isso na prática de forma a ativar seus melhores recursos neurais, colocando descobertas da neurociência para trabalhar para você?
Muitos líderes não percebem a influência que tem o foco na ação e comportamento.
Nossas mentes estão voltadas para alcançar a meta. Isto não tem nada a ver com ambição. Nossas mentes naturalmente se orientam para o resultado desejado e em praticar os comportamentos necessários e resultados intermediários necessários para alcançá-lo.
A neurociência vem nos ensinando que o foco é muito mais poderoso do que parece…
Processos Naturais de Realização
Ao afirmar claramente e se comprometer com um objetivo qualquer, você ativa os processos naturais de realização.
Da mesma forma, quando você não articula uma meta, os mesmos processos de obtenção entram em ação, mas eles trabalham para reforçar hábitos e repetir padrões históricos, que já são arraigados ao longo do tempo.
Como líder, sua mente orientada para um objetivo ou meta, está sempre criando.
Ao perguntar: “O que estou criando” você ativa o foco deliberado. Mais do que um aspecto apenas psicológico, o foco tem uma base neurológica, também. Ao concentrar-se intensamente em um resultado, ação ou direção, você ativa o modo simpático do sistema nervoso autônomo.
Simpático – sym e pathos – significa com sentimento. O modo simpático é uma onda de energia que desencadeia o movimento físico e emocional em relação ao objeto de foco.
Sistema Nervoso Simpático
A fisiologia do sistema nervoso simpático aumenta a energia e prepara o corpo para a ação para a necessidade de fazer, expressar, e agir. Ao concentrarmo-nos intensamente em um objetivo, os nossos movimentos físicos começam a nos mover em direção a ele.
Deste modo, os nossos músculos e movimentos alinham nossa ação física com o nosso foco mental.
Eric Kaufman, um coach executivo e autor de livros de liderança, afirma que para protagonizar realizações significativas, declarações inteligentes não são suficientes. Ele aponta oito iniciativas que atuam como verdadeiros neurotargets para melhorar seu foco em resultado:
1. Fazer uma declaração de meta com data de conclusão:
Declarações específicas e não gerais, ativam os gatilhos neurais de inovação e resolução de problemas (melhoria de 12% não é tão específico quanto um aumento de 12% em relação ao último trimestre)
2. Identificar os benefícios de atingir essa meta(do ponto de vista pessoal, material, espiritual):
Metas são desafiadoras, se não fossem, já estariam concluídas. Os benefícios são a motivação para seguir o plano quando você e sua equipe estão cansados, entediados, frustrados, ou distraídos.
3. Levantar os bloqueios que eu posso prever:
Antecipar cuidadosamente possíveis obstáculos permite planejar estratégias para superá-los.
4. Verificar informações e habilidades necessárias para realizar o objetivo:
Quais os conhecimentos ou habilidades você terá que adquirir ou desenvolver, a fim de realizar seu objetivo?
5. Identificar pessoas e/ou grupos de indivíduos que possam contribuir no sentido de alcançar o meu objetivo:
É necessário se conectar com as pessoas que irão acelerar seus resultados, e mantê-lo motivado.
6. Listar passos, ações e etapas para alcançar o objetivo:
Comprometer se em escrever as ações necessárias é uma parte. Adicionar o prazo estimado para cada ação e a data de conclusão realmente funciona.
7. Imaginar que o seu objetivo vai lhe proporcionar (descrever o que você sentirá quando sua meta for concluída):
Esta é uma iniciativa poderosa, pois ajuda a perceber como você se sente quando se depara com apossibilidade concreta de alcançar isso, quando imagina como está comemorando e que está com você!
8. Praticar afirmações de sucesso (lembretes positivos sobre sua capacidade e avanços):
Esta é uma forma de ancorar a sua atenção e manter o seu foco, escrever um breve título que poderosamente articula seu objetivo e confere sentido ao seu propósito em alcançá-lo!
E você como pode aplicar estes princípios na sua vida hoje?
Caroline Calaça e Cássia Morato- Executive &Business Coaches
A neurociência vem nos ensinando que nossas memórias não são tão precisas quanto pensamos.
Muitas vezes, quando nos lembramos de acontecimentos desagradáveis, os exageramos e os transformamos em catástrofes. Se pensar sobre algo que disse em uma reunião e de que se arrependeu, pode imaginar que as outras pessoas reagiram de um jeito muito mais negativo do que na verdade o fizeram.
Quando se lembrar de memórias ruins, Amy Morin, psicoterapeuta e colunista da Forbes, aponta estratégias para manter suas experiências em perspectiva:
1. Concentre-se nas lições que aprendeu.
Se você superou tempos difíceis, concentre-se no que aprendeu com a experiência. Aceite o que aconteceu e pense em como pode ser tornar uma pessoa melhor por causa disso, mas perceba que não tem que ser necessariamente algo ruim.
Talvez você tenha aprendido a se defender depois de haver permitido que o tratassem mal, ou talvez tenha aprendido que precisa ser sincero se quiser que seus relacionamentos durem.
Algumas das melhores lições da vida podem ser aprendidas quando avaliamos os tempos difíceis por que passamos.
2. Atenha-se aos fatos, não às emoções.
Pensar em acontecimentos negativos pode ser muito angustiante, porque é provável que você se concentre em como se sentiu. Mas se você se lembrar de um acontecimento examinando os fatos e detalhes da memória, sua angústia diminui.
Em vez de ficar pensando em como se sentiu quando foi a um funeral, relembre detalhes como onde você se sentou, o que vestiu e quem estava lá. É menos provável que você fique preso a um evento se começar a remover as emoções que o cercam.
3. Olhe para a situação de um jeito diferente.
Quando foi analisar seu passado, descubra se há outras maneiras de enxergar a mesma situação. Você pode tecer sua própria história. O mesmo fato pode ser contado de várias formas e ainda ser verdadeiro. Se sua versão atual for perturbadora, veja de que outro jeito pode olhá-la.
A auto gestão é um atributo importante da inteligência emocional e pode ser aprimorada sempre que você pratica a auto observação, ampliando sua autoconsciência para poder fazer escolhas melhores.
Há muito já se sabe que o sucesso de um profissional não depende apenas de QI (quociente intelectual) e que a inteligência emocional desempenha um papel central na performance e adequação de comportamentos para construir credibilidade e aproveitar as oportunidades ao longo da carreira.
Mas o que é inteligência emocional?
Um indivíduo emocionalmente inteligente é aquele que consegue identificar as suas emoções com mais facilidade. Entre as características da inteligência emocional está a capacidade de controlar impulsos, canalizar emoções para situações adequadas, praticar a gratidão e motivar as pessoas, além de outras qualidades que possam ajudar a encorajar outros indivíduos.
Este conceito foi introduzido e tem sido pesquisado até hoje por Daniel Goleman, que aponta cinco habilidades específicas da inteligência emocional
Autoconhecimento emocional: ser capaz de observar e reconhecer quais as emoções vivencia diante de cada experiência
Controle emocional: ser capaz de realizar a gestão das próprias emoções e de escolher de forma consciente suas reações
Automotivação: aptidão para se mobilizar em direção a um objetivo, identificando e nutrindo os motivos para superar os desafios que surgem nesta caminhada
Empatia: ser capaz de perceber e se identificar com as emoções das pessoas com as quais convive
Desenvolver relacionamentos interpessoais (habilidades sociais): ser capaz de avaliar o impacto de suas ações nos outros e agir de forma a preservar a continuidade dos relacionamentos
Mas como desenvolver estas habilidades?
A autoconsciência é a chave para melhorar a escolha e a tomada de decisões. Para tomar decisões precisamos ter clareza do que estamos sentindo diante de um pensamento sobre uma experiência qualquer.
Então diante de uma situação comum no trabalho, como por exemplo, um chefe irritado que delega uma tarefa usando um tom áspero e impaciente, antes de pagar na mesma moeda, o profissional pode usar ao seu favor algumas reflexões:
O que eu estou sentido diante desta experiência? (E aqui é fundamental ser capaz de nomear a emoção: raiva, por exemplo. Esta ação cria um espaço para o indivíduo tomar decisões)
O que eu quero fazer com esta raiva? (Ao responder esta questão mentalmente, o indivíduo começa a abrir caminho para uma escolha consciente)
Quais os motivos internos eu tenho que podem me ajudar a me empenhar nesta tarefa? O que eu ganho ao superar estes desafios? (Esta questão ajuda o indivíduo a apontar para si mesmo os seus motivos para atuar na situação)
O que ele pode estar sentindo agora? Como posso lidar com esta compreensão sobre como ele se sente?(Esta pergunta pode ajudar a entender o universo emocional do outro ao invés de adotar reação igual e contrária de forma inconsciente)
Quais as consequências ou impacto das minhas reações neste relacionamento? Como eu gostaria de ser visto? Se agir como ele como poderei ser percebido? (Estas reflexões podem contribuir para o individuo atuar de forma socialmente mais coerente)
Naturalmente que o desenvolvimento da inteligência emocional é um processo que se desenrola ao longo da vida e que pode ser otimizado a partir da observação e aperfeiçoamento constante destas cinco habilidades.
E você, quais destas habilidades você já faz bem? E quais delas que se você der foco, poderá acessar o próximo nível?