Pesquisas sobre felicidade confirmam que as pessoas costumam regredir para o que os cientistas sociais chamam de nível de “felicidade de referência” pouco tempo depois dos eventos ou das conquistas que aumentam significativamente a felicidade. Isso inclui vencedores de grandes somas na loteria.
Muitos executivos reclamam sobre o mesmo fenômeno relacionado às tentativas de melhorar o desempenho individual ou da equipe por meio de coaching, feedback rigoroso de avaliação de desempenho, resolução de conflitos e intervenção, workshops de desenvolvimento de capacidade e retiros para coesão de equipe.
As pessoas se mostram resistentes a mudanças, mesmo quando parecem achar que querem mudar.
Pense em sua própria vida.
O quanto foram duradouros seus próprios aumentos de felicidade quando você alcançou as coisas que tinha certeza de que o fariam mais feliz? Pense em quantos livros você leu e nos muitos treinamentos dos quais participou na esperança de melhorar seu desempenho no trabalho e sua felicidade.
Que porcentagem dessas melhorias durou? A probabilidade é que sua própria experiência confirme que melhorias individuais costumam durar pouco ou pelo menos se desgastar significativamente.
A pergunta é: por quê?
Autossabotagem
A chave para a resposta, segundo o coach Shirzad Chamine, é a autossabotagem. Para ele, a menos que você detenha e enfraqueça seus próprios inimigos internos, os seus sabotadores, eles farão o melhor que puderem para roubar de que você qualquer melhoria.
Ele afirma categoricamente que ignorar seus sabotadores é como plantar um belo e novo jardim e deixar lesmas vorazes soltas nele.
Nossa mente não gerenciada é nosso pior inimigo, pois ela abriga personagens que ativamente sabotam nossa felicidade e nosso sucesso. Esses Sabotadores podem ser facilmente identificados e enfraquecidos.
Os músculos do cérebro
Os “músculos” do cérebro que nos dão acesso à nossa grande sabedoria e discernimento ficam fracos depois de anos sem serem exercitados. Esses músculos cerebrais podem facilmente ser fortalecidos para nos darem mais acesso à nossa sabedoria mais profunda e poderes mentais inexplorados.
Para fazer com que seu cérebro trabalhe a seu favor, e o seu lado Sábio possa preponderar é fundamental identificar:
Quais são os seus sabotadores internos: aquilo que pode lhe proporcionar prazer imediato, mas que lhe afasta do seu objetivo?
Quais os aspectos sua voz interna assume, para reduzir sua energia ou o seu foco em determinado objetivo? (a vítima, o perfeccionista, o controlador, etc)
O que você tem feito no sentido de alimentar estas conversas internas que o impedem de avançar?
Quais os padrões mentais você precisa quebrar se quiser avançar em direção ao seu objetivo?
Os coaches mais bem remunerados do mercado atuam de acordo com algumas regras e se encaixam em um padrão de características que se repetem frequentemente entre aqueles que se destacam:
Sessões ao vivo e presenciais:
A tecnologia permite que um coach atenda mais clientes, mas ela não vai tomar o lugar da atuação face a face. Os coaches mais bem remunerados citam face a face como “o método mais eficaz” para o processo, muito mais frequentemente do que aqueles que ganham menos por hora.
Volume, mas sem desconto:
Treinadores que cobram os menores valores por hora realmente tem menos clientes do que os que têm valor-hora médio e superior.
A maioria dos coaches de menor valor-hora atendem cinco ou menos clientes por semana, ao passo que os que tem valor-hora médio e superior atendem acima de seis clientes por semana.
Curto e doce:
Uma maneira de ficar entre os mais bem sucedidos e ganhar mais dinheiro como coach executivo é oferecer projetos mais curtos e com início meio e fim delimitados. Coaches que têm projetos abertos e mais longos, ganhavam menos.
Confiança:
Coaches top são mais confiantes – entre aqueles que cobravam U$150 por hora e acima disso , 90 % dos coaches responderam que o valor e credibilidade do coaching era “muito alto” e 10 % reponderam “alto”.
No entanto, aqueles que cobravam abaixo disso mostraram menos confiança no valor dos seus serviços e na credibilidade do coaching executivo, em geral.
Persistência.
Grandes coaches chegaram ao topo por persistir no negócio. Coaches executivos com mais experiência, geralmente ganham mais.
É uma questão de construir uma reputação forte e uma lista de ótimas referências.
Escolha o seu mercado:
Coaches top têm mais clientes corporativos, menos clientes pagando seus próprios projetos. No início os novos coaches ganhavam experiência trabalhando com clientes que pagavam particular. Nada de errado com isso, mas o dinheiro está nos clientes corporativos.
Suba a escada.
Os mais bem sucedidos coaches trabalham com organizações maiores. Três de quatro top assalariados trabalham com empresas que possuem igual ou superior a 1.000 funcionários.
Apenas metade dos coaches externos com valor-hora de nível médio trabalha com grandes empresas. Líderes de topo em grandes organizações afetam mais vidas. O coach executivo de grandes empresas é susceptível de ser melhor pago, devido à sua maior responsabilidade.
Coaches executivos na extremidade baixa da escala de pagamento trabalhavam com pequenas empresas na grande maioria das vezes.
Escale até o topo.
Coaches top trabalham a alta administração, enquanto outros trabalham com gerentes de nível médio ou supervisores.
A quantidade de projetos dedicados a indivíduos “em toda a organização” tem diminuído, e o coaching fornecido exclusivamente para líderes de topo vem crescendo ao longo do tempo. Coaches de alto nível são singularmente posicionadas para sucesso com as mudanças do mercado.
Seja criativo.
Permanecer à frente da curva. Top assalariados em coaching são aqueles que oferecem Coaching de equipe e programas de habilidades de coaching.
Mantenha-se proativo.
Os mais bem sucedidos coaches trabalham no desenvolvimento de liderança, preparando talentos em ascensão para assumir mais poder. Outros coaches são mais susceptíveis de oferecer projetos para resolver um problema específico no comportamento empresarial.
Uma questão de grau:
Coches executivos de nível superior são aqueles que têm certificação de credibilidade para atuar com coaching executivo.
Seis erros que todo coach já cometeu ou ainda vai cometer na especificação de objetivos. Quando nos tornamos coaches, aprendemos a fundamental importância que o objetivo tem para o sucesso do projeto de coaching. Mas quando chegamos à prática nos deparamos com alguns fatos que podem dificultar a aplicação do nosso aprendizado:
O primeiro deles é que as pessoas são diferentes e únicas e, portanto, reagem de maneira individualizada a nossa abordagem. Outro fato é que quando estamos lidando com alguém mais cético ou mais resistente, ficamos mais vulneráveis a ceder ou a não sermos tão criteriosos quanto recomendável. Outro aspecto de ordem prática que pode afetar o nosso desempenho é o tempo: temos um horário definido e que funciona como limitador da nossa interação. Pois bem, vamos então comentar alguns erros que podem ocorrer nestas circunstâncias:
1) Usar a mesma ferramenta especificação de objetivos para todos os coachees:
Este erro é muito comum e ele deve ser evitado, pois se as pessoas são diferentes, elas têm necessidades diferentes. Cabe ao coach identificar como é o ritmo de raciocínio desta pessoa (se é lento ou ágil), se é assertivo ou prolixo ao se comunicar, se é resistente ou aberto aos questionamentos, se tem muitos pontos cegos sobre si mesmo ou não.
Ao ter estas percepções definidas, o coach pode escolher em seu arsenal de ferramentas, qual seria a mais adequada para aquele caso em questão. É importante que o coach tenha consciência que a sua 1ª formação, 2ª ou terceira não serão suficientes para garantir um arsenal de qualidade.
É preciso sempre buscar novos recursos para fazer frente às necessidades de cada cliente que nos demanda. Esta é uma caminhada em que o aperfeiçoamento não termina nunca.
2) Gastar mais de 2 sessões especificando objetivos:
A especificação de objetivos é um momento crucial do processo, mas não pode ocupar mais do que duas sessões, pois o projeto deve ter momentos para garantir reflexão e ação que levem aos resultados pretendidos.
Duas sessões são mais do que suficientes para garantir que o ponto B seja detalhado. Delongar este processo pode colocar em risco a credibilidade do coach e o comprometimento do coachee.
3) Permitir que o coachee defina um objetivo subjetivo e não mensurável:
É natural que o coachee não saiba o que quer, mas o coach dever ser de fato o condutor do processo! O papel do coach é ajudar o coachee a definir quais são os fatores que caracterizarão o sucesso do projeto e estas evidencias deverão ser auditáveis, ou seja, devem permitir sua medição e demonstração que o que foi definido como alvo foi de fato alcançado.
Este aspecto garante uma avaliação de sucesso do coachee e também do coach, pois possibilita inclusive a mensuração do ROI em coaching executivo.
4) Criar vários objetivos diferentes e complexos para o processo de coaching:
O objetivo existe justamente para definir o foco em que o coachee vai dar ênfase ao concentrar seus esforços para atingir um alvo qualquer.
Por isto mesmo se trabalha apenas um objetivo de cada vez e no caso do coaching executivo, este objetivo, necessariamente deve estar atrelado à estratégia da empresa e deve ter um impacto significativo no negócio.
5) Não gastar uma sessão completa detalhando e especificando objetivo:
Quando o coach está muito afoito para proporcionar reflexões ao seu coachee, ele pode cair na tentação de começar a desenhar o objetivo e não terminar, em função de insigths ou reflexões que mobilizaram demais o seu cliente.
Este achado é mais comum do que se imagina e põem em risco todo o processo, porque simplesmente não existe coaching sem um objetivo claro e auditável, bem como uma evidência de sucesso bem delimitada.
6) Permitir que o coachee mude seu objetivo toda hora:
Este erro decorre de um objetivo que foi mal trabalhado: a melhor forma de explorar a validade de um objetivo para o coachee é descobrir quais os motivos ele tem para perseguir este objetivo e qual a relevância que isto tem para ele.
Os motivadores e os valores do cliente fornecem uma validação interna importante para o coachee.
Há muito já se sabe que o sucesso de um profissional não depende apenas de QI (quociente intelectual) e que a inteligência emocional desempenha um papel central na performance e adequação de comportamentos para construir credibilidade e aproveitar as oportunidades ao longo da carreira.
Mas o que é inteligência emocional?
Um indivíduo emocionalmente inteligente é aquele que consegue identificar as suas emoções com mais facilidade. Entre as características da inteligência emocional está a capacidade de controlar impulsos, canalizar emoções para situações adequadas, praticar a gratidão e motivar as pessoas, além de outras qualidades que possam ajudar a encorajar outros indivíduos.
Este conceito foi introduzido e tem sido pesquisado até hoje por Daniel Goleman, que aponta cinco habilidades específicas da inteligência emocional
Autoconhecimento emocional: ser capaz de observar e reconhecer quais as emoções vivencia diante de cada experiência
Controle emocional: ser capaz de realizar a gestão das próprias emoções e de escolher de forma consciente suas reações
Automotivação: aptidão para se mobilizar em direção a um objetivo, identificando e nutrindo os motivos para superar os desafios que surgem nesta caminhada
Empatia: ser capaz de perceber e se identificar com as emoções das pessoas com as quais convive
Desenvolver relacionamentos interpessoais (habilidades sociais): ser capaz de avaliar o impacto de suas ações nos outros e agir de forma a preservar a continuidade dos relacionamentos
Mas como desenvolver estas habilidades?
A autoconsciência é a chave para melhorar a escolha e a tomada de decisões. Para tomar decisões precisamos ter clareza do que estamos sentindo diante de um pensamento sobre uma experiência qualquer.
Então diante de uma situação comum no trabalho, como por exemplo, um chefe irritado que delega uma tarefa usando um tom áspero e impaciente, antes de pagar na mesma moeda, o profissional pode usar ao seu favor algumas reflexões:
O que eu estou sentido diante desta experiência? (E aqui é fundamental ser capaz de nomear a emoção: raiva, por exemplo. Esta ação cria um espaço para o indivíduo tomar decisões)
O que eu quero fazer com esta raiva? (Ao responder esta questão mentalmente, o indivíduo começa a abrir caminho para uma escolha consciente)
Quais os motivos internos eu tenho que podem me ajudar a me empenhar nesta tarefa? O que eu ganho ao superar estes desafios? (Esta questão ajuda o indivíduo a apontar para si mesmo os seus motivos para atuar na situação)
O que ele pode estar sentindo agora? Como posso lidar com esta compreensão sobre como ele se sente?(Esta pergunta pode ajudar a entender o universo emocional do outro ao invés de adotar reação igual e contrária de forma inconsciente)
Quais as consequências ou impacto das minhas reações neste relacionamento? Como eu gostaria de ser visto? Se agir como ele como poderei ser percebido? (Estas reflexões podem contribuir para o individuo atuar de forma socialmente mais coerente)
Naturalmente que o desenvolvimento da inteligência emocional é um processo que se desenrola ao longo da vida e que pode ser otimizado a partir da observação e aperfeiçoamento constante destas cinco habilidades.
E você, quais destas habilidades você já faz bem? E quais delas que se você der foco, poderá acessar o próximo nível?
A raiva é uma força mobilizadora muito poderosa e a ciência já provou que, quando o circuito da raiva é ativado no cérebro, temos detrês a seis segundos para reconhecer a emoção da raiva e só assim assumir o controle sobre ela.
Caso não façamos isso neste tempo, somos cooptados por um mecanismo que é conhecido como o sequestro da amígdala (componente do cérebro que é a sede do medo e da ansiedade, que tem a função de proteção em relação a sobrevivência e autoproteção) em que o indivíduo escolhe apenas entre fugir ou atacar.
Brad Bushman
Brad Bushman, um psicólogo da Universidade de Iowa, colocou essa ideia à prova e descobriu que extravasar a raiva é “o pior conselho que você pode dar” a alguém. Em um teste, Bushman provocou a irritação de um grupo de 600 estudantes universitários ao fazer comentários desagradáveis sobre textos que eles haviam escrito.
Depois, ele os dividiu em grupos: um descontou a raiva em um saco de pancadas e outro foi se distrair fazendo outras atividades. No fim, o grupo que usou o saco de pancadas estava mais bravo e agressivo do que o outro.
Segundo o psicólogo, liberar a agressividade “é como usar gasolina para apagar um fogo – isso só alimenta as chamas”.
Ao extravasar os sentimentos negativos, a pessoa estaria estimulando uma rede de emoções, pensamentos, sentimentos e ações motoras agressivas, o que não ajuda a acalmar os ânimos. Às vezes, explodir de raiva pode até fazer você se sentir um pouco aliviado na hora, mas o efeito não dura muito e você só vai fortalecer seus impulsos agressivos.
Um estudo na Universidade de Kent, na Inglaterra
Um estudo mais recente feito com estudantes perfeccionistas da Universidade de Kent, na Inglaterra, foi nessa mesma direção. Os pesquisadores pediram aos 149 voluntários que fizessem um diário de suas atividades por 3 a 14 dias, relatando suas falhas mais incômodas nesse período, as estratégias que usaram para lidar com o fracasso e como eles se sentiram no final do dia.
Os que tentaram lidar com o estresse desabafando com amigos, extravasando a frustração, sentindo-se culpados ou tentando negar o fato que os incomodava acabaram se sentindo pior do que antes.
Assim, o estudo não só derrubou o mito de que extravasar a raiva faz bem, mas também mostrou que nem sempre conversar com um amigo é o melhor modo de se sentir melhor a respeito de um problema.
Desvie a atenção da raiva
A estratégia que se mostrou mais eficaz foi se esforçar em ver o lado positivo da situação e desviar a atenção da raiva e da frustração. Assistir a uma comédia ou ler um livro legal também funciona.
Atividades físicas podem ajudar desde que não sejam agressivas, segundo a pesquisa de Brad Bushman, mesmo que a pessoa não esteja pensando no que a irritou, jogar uma partida de rúgbi (modalidade de esporte considerada violenta) logo depois de passar a raiva pode piorar o seu estado.
Psicologia Positiva:
De acordo com o estudo Psicologia Positiva: A Ciência da Felicidade, conduzido na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, esse tipo de comportamento – olhar as coisas pelo lado positivo ou negativo – pode ser desenvolvido com treino.
A pesquisa aponta que se você treina o seu cérebro para procurar por erros e problemas dentro da sua carreira, isso pode se tornar um comportamento padrão na vida pessoal.
“Se você aprendeu a odiar também pode aprender a amar”!
Na prática estas descobertas apontam para o fato de que Nelson Mandela estava certo ao afirmar que “se você aprendeu a odiar também pode aprender a amar”! Resta nos a tarefa de observar o que estamos procurando e dando foco mentalmente: na raiva ou no perdão, nos erros ou nos aprendizados?
Ao observar como nosso cérebro funciona podemos assumir o controle do “treino” de onde colocamos o nosso foco e assim nos libertarmos do jugo da raiva e de outras emoções que podem nos levar a resultados indesejados.
Cássia Morato e Caroline Calaça – Executive &Business Coaches
Até onde o coaching pode ir? Esta pergunta foi lançada por uma autoridade mundial em coaching executivo, Dr. Brian Underhill. Ele aponta que o coaching de liderança geralmente inclui metas claras, com habilidades especificas para trabalhar durante o processo. Mas, nos últimos anos, tem-se identificado a necessidade de trabalhar em níveis mais profundos no coaching, para garantir mudanças de comportamento sustentáveis ao longo do tempo.
Segundo Dr. Underhill, o coaching de desenvolvimento almeja produzir uma transformação mais profunda no executivo. Pode acelerar de maneira expressiva o desenvolvimento de um líder por aumentar sua autoconsciência e possibilitar maneiras mais complexas de enxergar o seu mundo.
Muitos estudos sugerem que eficiência em liderança e autoconsciência estão intimamente ligadas.
Pesquisas feitas no Center for Creative Leadership, e outros lugares, há tempos confirmaram uma ligação forte entre descarrilamento de executivos e falta de autoconsciência.
Justamente por fortalecer esta área importante, coaching de desenvolvimento é apropriado para melhorar a capacidade de liderança.
Mas o que careteriza o coaching de desenvolvimento:
Lida com o executivo como pessoa íntegra, considerando todos os aspectos de sua vida
É mais profundo promovendo ampliação autoconsciência de aspectos mais profundos e antes desconhecidos de si mesmos
Proporciona maior honestidade, autenticidade e integridade pessoal
Considera a relação entre executivo e o coach como um catalisador para mudanças mais profundas
É transformador: o que muda é a identidade central do executivo, havendo maior alinhamento e congruência nos seus comportamentos
Funciona a longo prazo, com duração de um ano ou mais
É destinado a pessoas que tem grande importância para o negócio e que tem função chave na estratégia da empresa
A princípio o coaching comportamental e de desenvolvimento podem ser parecidos.
O coach comportamental procurará levar certos comportamentos do cliente a aumentar ou diminuir. Uma vez ajustado a níveis aceitáveis, o trabalho pode ser visto como concluído.
O coach de desenvolvimento pode usar uma abordagem comportamental no início, mas isso será somente o primeiro passo. À medida que a confiança aumenta, o coach pode começar a colocar à prova as concepções básicas implícitas sobre si mesmo e o mundo, e a examinar a conexão entre essas suposições e os comportamentos problemáticos que motivaram a procura por coaching.
No decorrer do tempo, o coach deve criar um espaço seguro para seu cliente reflita, examine e potencialmente mude algumas de suas concepções e credos mais arraigados e profundos.
Esse tipo de trabalho profundo não pode ser apressado, porque sua efetividade depende da disposição do cliente de examinar sua vida num nível mais fundamental. Um bom coach de desenvolvimento nunca empurra seu discernimento ao cliente, mas oferece o espaço e a oportunidade para um trabalho mais profundo, quando o cliente está preparado para comprometer-se nesse nível.
Enfocar os obstáculos, em vez do sucesso, é uma questão de perspectiva. Quando você se encontra diante de uma impossibilidade, lembre-se de mudar as perspectivas para o objetivo a longo prazo. Dr. Srinivasan Pillay, pesquisador de neurociência em Harvard, afirma que não existe obstáculo sem objetivo. Quando se sentir empacado, ele recomenda que considere o fato como um aviso de que você quer estar em outra parte e que sua meta está em outro lugar.
Quando estiver nesta situação, não deixe que o objetivo imenso e imponente aumente seu medo do sucesso. Dê um passo atrás ou olhe para o mapa que confeccionou, de modo a mudar sua perspectiva.
Após olhar seu mapa, você poderá traçar seu percurso de curto prazo.
Lembre-se que você pode treinar seu cérebro a ser flexível. Uma parte do cérebro chamada cortéx orbito frontal é essencial para o que chamamos de flexibilidade cognitiva. É possível treinar esta parte do cérebro para ser mais flexível, mediante exercícios cerebrais. Lembre-se de que seu cérebro é como um músculo pensante.
Se você não o exercitar regularmente, ele se tornará fraco e enrijecido. Transpor obstáculos exige que o cérebro seja flexível, para que ele possa apresentar soluções inovadoras para seus problemas. O cérebro precisa ser exercitado regularmente a fim de se manter flexível, e um dos modos mais eficientes de melhorar sua flexibilidade é usando a imaginação.
A imaginação pode tornar possível o que parece impossível, pois permite que seu cérebro delineie um plano para alcançar suas metas, sob o artifício de que você está apenas imaginando as coisas. Seu cérebro poderá, assim, cooperar com seu meio ambiente de modo a conseguir o que você deseja.
Eis aqui alguns exemplos que poderão ajuda-lo a exercitar o cérebro:
1. Imagine quanto dinheiro você gostaria de estar ganhando.
Pergunte então a si mesmo quanto precisaria ganhar para viver apenas dos juros, caso investisse o montante de modo conservador. Se você disse, primeiramente, que queria ganhar um milhão de dólares por ano, isso significa que você ganharia cerca de 83 mil dólares por mês.
Se esta quantia representasse os juros de sua aplicação (a uma taxa de quatro por cento), você teria de possuir 25 milhões de dólares. Assim, os juros lhe renderiam um milhão de dólares por ano.
Mergulhe nesse tipo de cálculos até que seu cérebro comece a trabalhar com dinheiro de forma confortável. Comece com valores baixos, se quiser mais dinheiro, pois isto poderá ajudá-lo a se sentir menos temeroso
2. Jogue o jogo do “E se?”.
Escreva um objetivo. Então pergunte a si mesmo o que aconteceria se você realmente alcançasse esse objetivo. Como sua vida mudaria? No início, escreva um parágrafo sobre como sua vida seria diferente. Escreva então o mesmo parágrafo, mas com cada frase em uma linha diferente.
Depois, desenhe a aparência que as coisas teriam, o melhor que puder. Em seguida, cante o parágrafo para você mesmo, com a melodia que quiser.
(Através deste exercício aparentemente bobo, você está forçando suas emoções e sua ínsula a se envolverem no projeto; e também estará retirando da equação a inércia que geralmente acompanha as coisas que faz habitualmente.)
Faça isso pelo menos duas vezes por semana, durante seis meses. Você ficará surpreso ao descobrir como estará enxergando seu sucesso.
3. Escreva um objetivo a longo prazo.
Então, escreva o primeiro passo para atingi-lo. A seguir, escreva dez coisas que precisarão ser feitas antes do primeiro passo. Depois, faça essas dez coisas até se deparar com um obstáculo.
Quando isto acontecer, escreva dez coisas que precisarão ser feitas para a remoção deste obstáculo. Desta forma, você estará constantemente mudando de perspectiva e treinando o seu cérebro para trabalhar ao seu favor.
Muitos clientes de coaching se queixam que as interrupções comprometem muito a produtividade. Mas nem todas as interrupções são ruins. Na verdade, existem algumas interrupções boas. Se o seu sócio o interrompe e diz: “Escute, eu tive uma ideia brilhante sobre como conseguir uma venda e gostaria de dar um telefonema”, isso pode ser considerada uma boa interrupção.
Existem algumas estratégias para lidar com interrupções indesejáveis.
1. Faça Agora!
Elimine os assuntos atrasados para não ter de enfrentar as consequências
Processe as coisas na data prevista para reduzir os pedidos de relatório de progresso
2. Faça “Certo” Agora!
Lide com as coisas de forma total e correta, para reduzir a necessidade de correções e retrabalho
Dê instruções claras e completas para os seus subordinados a fim de reduzir os pedidos de esclarecimento e as suas frustrações quando as coisas não forem feitas da maneira certa na primeira vez.
Lembre-se de que a sua função é desenvolver os seus funcionários quanto à forma de executar tanto as tarefas de rotina quanto os trabalhos maiores.
3. Comunique-se corretamente Agora
Quando deixar recados, deixe informações completas
Peça que se anotem recados completos quando os outros lhe ligarem
Utilize métodos de comunicação que permitam recados completos e que não interrompam o trabalho que está sendo feito no momento, emails e mensagens de texto
4. “Assuma uma Posição” Agora
Lide com as interrupções expondo as suas limitações de tempo. Comunique ao seu interlocutor a sua limitação de tempo no momento e imediatamente apresente uma alternativa para que a conversa solicitada aconteça
Reforce isso se levantando para atender as pessoas que o interrompam
Apoie a criação de uma cultura com menos interrupções.
Comece a dividir a sua comunicação em lotes.
5. Divida o seu trabalho em lotes: assim é possível cortar as interrupções, o que lhe permitirá concentrar-se mais no trabalho que tem em mãos.
Por exemplo, defina dois horários do dia para ler emails, no início e no fim do dia.
Finalmente, lembre-se que dizer não a uma interpelação de um membro da sua equipe quando você não tem pressão de prazo pode ter conseqüências que comprometam o seu resultado e a confiança, que é o esteio do relacionamento entre você e seus liderados.
Caroline Calaça e Cássia Morato- Executive & Business Coach
Uma marca representa antes de tudo, uma promessa de entrega. Esta promessa comunica aos seus clientes o que eles podem esperar de você. Na realidade, a única diferença entre a marca de uma empresa e a marca pessoal é que no lugar de um produto ou serviço, é uma pessoa que está sendo promovida.
Desenvolvendo a sua marca pessoal como coach assegura que você se posicione com originalidade e que seja a prova de imitações.
A sua marca pessoal deve comunicar sua história, seus talentos, como você se apresenta, seu estilo e especialidade como coach, bem como você é percebido pelos seus clientes. A melhor forma de definir sua marca é apontar os resultados que você entregar.
Uma marca pessoal precisa comunicar alguns aspectos referentes às suas capacidades:
1. Qualidade:
O conceito de qualidade em serviços está muito atrelado àquilo que o cliente espera de você. Mas invariavelmente parra ter uma marca pessoal forte você precisa deixar claro o que você sabe fazer bem e quais são as fontes que alimentam a qualidade do seu serviço.
Quem referencia a qualidade daquilo que você faz?
O que confere uma qualidade superior aos seus serviços e à sua pessoa?
Onde aprendeu para exercer sua atividade?
Como aprendeu e com quem?
O que torna a sua atuação superior?
2. Distinção/diferenciação:
A distinção comunica aquilo que torna você único ou pode diferenciá-lo de todo o resto. Quando o profissional deixa de definir claramente a sua diferenciação, ele quase sempre começa a competir por preço, o que tende a manter seus honorários em patamares muito baixos.
Qual é o seu posicionamento de mercado atualmente?
Como você definiria a sua expertise?
Que tipo de cliente se beneficiaria dos seus serviços?
O que você tem ou faz que agrega um valor para diferenciá-lo de todo o resto
3. Consistência:
Este atributo se refere ao seu conteúdo e propriedade para entregar seus serviços, bem como conferir resultados impactantes para quem lhe contrata.
Qual a experiência você tem?
Quais os resultados você entrega?
Como eles podem ser aferidos?
Como eles seriam classificados quando comparados com os outros do mesmo segmentos?
4. Relevância:
O conceito de relevância remente imediatamente a competição e a qualidade da sua oferta. Então é fundamental fazer uma oferta que seja de fato relevante para quem busca seus serviços. Toda oferta irresistível resolve um problema ou preenche uma lacuna que traz consequências indesejadas para quem contrata você.
Qual o problema o seu serviço soluciona?
Qual a dor ou dificuldade que seu cliente experimenta e que você vai ajuda-lo a superar com sua atuação?
Como você comunica esta sua competência para este mercado?
O cuidado com a sua marca pessoal pode alavancar sua carreira e fazer com que você deixe de ser mais um na multidão. E você, como vem cuidando da sua marca para ser bem visto pelo mercado?
Caroline Calaça e Cássia Morato, Executive &Business Coach
Como você vem cuidando da área de vendas do seu negócio?
Todo negócio ou carreira precisa dispor de uma área de vendas forte, que garanta fluxo de caixa e ganho de mercado suficiente para promover sua sustentabilidade ao longo do tempo.
A grande maioria dos coaches se refere a sua carreira como uma missão de vida, mas pouquíssimos pensam nela como um negócio. Claro que deixar de cuidar da carreira como um negócio tem um preço e negligenciar todas as variáveis sobre as quais você pode atuar, pode representar a diferença entre o sucesso e o fracasso do seu negócio.
Uma forma de descobrir quais são as variáveis que você pode influenciar é fazer reflexões que possibilitem identificar quais as histórias que você vem contando para si mesmo e que estão lhe impedindo de vender mais. Algumas já são bem conhecidas por sua recorrência como justificativa para não vender:
1. “Eu tenho medo de falhar” ou “se eu não fizer nada não tenho como falhar em nada”
O que você tem feito diante desta “lógica”?
Quais as consequências da sua atitude atual?
2. “Ou eu faço tudo perfeito ou não faço nada”
Qual o impacto que raciocínio tem no seu resultado?
3. “Eu não gosto de vender, estou buscando alguém para fazer isso para mim”
Quais as consequências que este raciocínio tem trazido para os resultados do seu negócio?
4. “A última vez que eu me empenhei em prospectar eu perdi tempo. Vender não é para mim”
Qual o impacto desta conversa interna nas suas escolhas atuais?
5. “Preciso muito cuidar dos clientes que já consegui”
Qual o percentual do seu tempo você tem gasto com isto?
O que você poderia fazer com este tempo para obter melhores resultados?
6.”Eu tenho uma lista diária de tarefas que eu sigo”
Qual impacto que as suas prioridades atuais tem no seu resultado de vendas?
7. “Eu tenho andando tão ocupado que não tenho tempo de cumprir meu planejamento de vendas”
O que você tem feito com o seu tempo no sentido e vender mais?
O primeiro passo é identificar estas conversas que tem alto potencial de impedir sua área de vendas de crescer e a partir desta identificação, tomar decisões que diante destas variáveis podem representar alto impacto no seu resultado de vendas e finalmente colocá-las em prática.